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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sentimento do dia

Feliz e muito orgulhosa do ótimo desempenho dos meus alunos no exame de MACS! Good Work! Grandes miúdos :) 


quinta-feira, 4 de julho de 2013

"Are you enough?"

"Sometimes you wonder.
After the hard days.
When you were not at your best.
You wonder, in secret, where no one will hear.
Am I mother enough?
Because you see them around you. Those other mothers. In your town and on your screen.
Gentle.
Peaceful.
Patient.
Kind.
They parent with grace and with joy.
Always.
In the flow. Harmonious.
Children smiling and holding hands,
while your kids whine and fight.
And your baby cries.
Again.
And you question if you even know what you're doing.
Because if you did, the children wouldn't argue.
And the baby wouldn't cry.
Constantly.
So you must be doing it wrong.
Of course you're doing it wrong.
And so you wonder.
And you doubt.
Am I wearing her enough?
Am I breastfeeding enough?
Should we co-sleep more?
But sometimes you're all touched out.
Am I patient enough?
Present enough?
Nurturing enough?
But sometimes you just need a damn break from it all.
Am I good enough?
Am I strong enough?
Am I enough?
And then, probably, you decide that you are not.
Because sometimes you yell.
You say words you regret.
Because you didn't babywear or breastfeed or co-sleep at all.
Because sometimes dinner comes from the drive-thru.
And they watch too much TV.
Because sometimes the thoughts in your head are dark and shameful.
Because every day ends with regret.
And all around you are those mamas who make you feel inadequate without even trying.
Those mothers with stardust in their eyes.
And when you look at them you measure yourself and you know what you suspected all along.
You are not enough.
Sometimes you curse this life you made and all the smallness that surrounds you.
But mostly you curse yourself for your shortcomings.
And then the baby cries.
Again.
Or your children set to arguing.
Again.
And you know you're right.
Of course you're right.
You're not enough.
Oh, but sister. Hear me when I say:
You are.
You are good enough.
You are loving enough.

You are mother enough.
You are brilliantly, beautifully - yes! - the mama your children came here to find.
No, you aren't perfect.
But none of us are.
No one has it all dialed in.
We have all made mistakes.
Even the "Dali Mamas" around you.
Oh, yes. This I know is true.
And every day you are learning and growing and evolving.
You are becoming.
And you are their mama.
The one they came here for.
And for all of your flaws, they are sheltered by you.
They know love because your love is fierce.
And they learn to get up when they fall and try again by watching you.
And best of all, they know they don't have to be perfect to be enough.
What a gift that is.
And also know this:
As that mama who seems to have it together, I have never been more humbled in my mothering than when I see you keep your head just above water as the rapids around you churn.
Yes, mama. I see you.
And I'm humbled.
Now it's time to see yourself.
So are you enough?

Hell yeah you are."
"Are you enough?" É uma dúvida que me assola de quando em vez, não perco muito tempo a pensar nisso, mas ela está lá no subconsciente, ou será no inconsciente, se é normal, não sei, mas que sabe muito bem ler e revermo-nos nas palavras e nas dúvidas dos outros, sem dúvida! Sensação "Não sou o único!"

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Cedências - 2 semanas de greve!

Não sou, nem nunca fui, sindicalizada, não sou fã de Mário Nogueira, frequentemente não me identifico com o que afirmam e reivindicam os sindicatos. Ao contrário do que muito pensam esta não foi uma "guerra" entre ministério e sindicatos mas sim uma forma, polémica mas com verdadeiro impacto, dos professores manifestarem o seu profundo desagrado e preocupação com as políticas educativas em curso. Valeu o esforço apesar do rombo no orçamento e do que diz Mário Nogueira não deixa de ser um bom acordo :)

Criopreservação das células estaminais sim ou não?

Aqui por casa a resposta foi não para os três pequenos. Porquê? Por várias razões entre elas: a percentagem muito reduzida de poderem vir a ser úteis para um dos manos, as reduzidas situações clínicas em que está comprovado o benefício e a possibilidade da sua utilização, os vários pareceres e estudos que lemos e as respostas pouco convicta e convincente de grande parte dos profissionais de sáude com quem falámos (as suas respostas assemelhavam-se a um "nim") mas que terminavam sempre com algo do género "não sabemos o que o futuro nos reserva e o que poderá vir a ser descoberto, é sempre uma segurança e um possível recurso!", uma no cravo e outra ferradura. As várias empresas representadas em Portugal fazem um bom merchandising do produto, apelando ao sentimentos de proteção e de incerteza no futuro e assemelhando o produto a uma "seguro de vida" para o bebé. Face a tudo isto, a reação dos pais é "What now?".
Para os três decidimos, em consciência e sem remorsos, não recorrer à criopreservação das células estaminais com uma pequena grande nuance: as células da pequena mais nova doámo-las ao Banco Público de Células Estaminais do Cordão Umbilical - Lusocord que ainda não existia, em Portugal, aquando do nascimento dos outros dois pimpolhos.   

Parecer do Instituto Português do Sangue e da Transplatação sobre a criopreservação das células estaminais

  

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Em greve!



Apesar de estar em greve, passei a manhã na escola com os meus alunos a esclarecer dúvidas para o exame que terão amanhã! Este é o sentido de dever profissional, respeito e preocupação com os alunos que encontro em muitos dos meus colegas professores. Faltosos é a denominação escolhida por Nuno Crato para os professores em greve, quando muitos, como eu, não faltaram a uma única aula no presente ano letivo. Alunos e famílias os maiores prejudicados com a greve afirma Nuno Crato. Então e as condições em que os alunos tiveram aulas durante 1 ano inteiro e os programas e metodologias sempre a mudar e a falta de cursos profissionais nas escolas públicas e as casas de banho não terem papel higiénicos, etc, não prejudica os alunos? 

Agora a confusão está instaurada! Se podia ser evitada, claro que sim, Nuno Crato escolheu o confronto e não seguir as indicações dadas por vários orgãos, não requisitando os serviços mínimos mas os máximos, todos os professores convocados! Os resultados estão à vista! Agora só resta saber como é que Nuno Crato vai resolver esta embrulhada tremenda! 


«Ninguém pode esperar ser compreendido até que os outros aprendam a linguagem em que fala.»
Fernando Pessoa




quarta-feira, 12 de junho de 2013

Malandros!

Curiosidade minha: Quando em 1995, os professores universitários fizeram greve, impossibilitando milhares de alunos de realizarem as provas específicas na data prevista, será que Nuno Crato, Marcelo  Rebelo de Sousa e afins, aderiram à greve, ou tiveram pena das "pobres criançinhas"? Como uma das "pobres criançinhas" não fiquei traumatizada, não vi o meu futuro comprometido e penso que a minha sensação foi "Fixe, mais uns dias para estudar!". Gente e tempos complicados estes...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dia da Espiga

Hoje, o pequeno do meio  vinha todo orgulhoso do seu trabalho do dia da espiga. Perguntei-lhe se tinham ido apanhar as espigas e as flores, a resposta foi negativa. Comentei com a educadora dele que me recordo bem de no dia da espiga, na primária e no infantário, ir apanhar espigas, papoilas, etc. Lá andava a canalha toda feliz e contente nas encosta do castelo a desenvolver esta bela e revigorante tarefa. Ao que a educadora me respondeu "Pois, eu, em tempos idos, também costumava fazer isso com os miúdos mas agora para sair da escola, temos que ter autorização de todos os pais e muitos tem receio por ser um percurso a pé  e na realidade cada vez mais se nota que muitas das crianças não estão habituadas e/ou parece que não sabem andar na rua, enfim é uma complicação!". Tempos, vidas e pessoas bem mais simples, era o que era! Vivências que se vão perdendo, é pena! Nas ruas de algumas cidades, neste dia vendem-se, a 1,5€, os raminhos típicos do dia da espiga.
(opss, Ascenção está mal escrito)

No regresso a casa, mostrei-lhes algumas espigas que íamos encontrando e o moço bem me disse, em tom de aviso, pois afinal estamos em crise, que era importante apanhar a espiga para termos pão. Fui pesquisar e o rapaz não estava errado: cada elemento do ramo tem uma simbologia associada:
Espiga – pão;
Margaridas/malmequer – ouro e prata;
Papoila – amor e vida.
Oliveira - azeite e a paz;
Videira - o vinho e a alegria;
Alecrim - a saúde e a força.
A comemoração do dia da espiga é um ritual pagão e o raminho é uma espécie de amuleto, deve ser guardado na cozinha durante o ano.  Ao que tudo indica, esta celebração remonta ao tempo dos Maias, coincide com a quinta feira da Ascensão, ocorre 40 dias depois da Páscoa, e celebra a primavera e o início da época das colheitas.
Esta comemoração nos países nórdicos seria considerado um ataque à mãe natureza! É uma tradição da zona do mediterrâneo.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Irritações devido à falta de chá, e não só, de muitos paizinhos!

Irritam-me solenemente este tipo de atitudes que tenho presenciado e ouvido nas reunião de pais ou pelos corredores da escola dos meus pequenos:
- "Nao concordo com as faltas de comportamento, só servem para baixar a média do meu filho. Não estou preocupada com o comportamento dele, ele tem boas notas."
- "Fulano x bateu ao meu filho, é inaceitável, tem de ser castigado" mas se for o seu rico filho a bater em y ou z: "Ele estava apenas a defender-se, entre miúdos é assim, agora vai ficar todo traumatizado com o castigo que lhe deram" - quando o castigo foi ir durante 30 miuntos para outra sala de aula!
- "O meu filho, ou os nossos filhos, são mesmo bons ou o grau de exigência não é muito elevado?"
- Chegar, constantemente, atrasado 20 a 30 minutos, levar o filho sem pressa à sala e justificar com "foi o trânsito"
- No espaço designado para o TPC, que era uma cópia, a criança escrever "Eu odeio estes trabalho" em vez de fazer a cópia.
- "Não posso contrariá-los muito para não parecer ou ficar o mau da fita"
Tendo em conta que estamos a falar de crianças que estão no 1º ano de escolaridade, portanto com 6/7 anos, a (ir)responsabilidade pode, e deve, ser imputada na totalidade aos pais. O que esperar destas crianças no futuro? Quando a mensagem que lhes é transmitida pelos exemplos que têm: a pontualidade não é importante, é que levantar mais cedo causa muito incómodo; onde o crucial é ter bons resultados, desvalorizando as atitudes incorretas dos seus mas criticando acérrimamente o mesmo tipo de comportamentos, ou menos graves, nos filhos dos outros; quando se começa a pensar em médias no 1ºano e não em aprendizagens significativas na vivências escolar, depois queixam-se que as crianças se sentem pressionadas e stressadas; quando se permite e incentiva a só fazer o que se gosta ou nos apetece e a ignorar o que não se gosta.

Preocupa-me a falta de interesse e preocupação pelo bem estar da criança que não tem como se "defender" e sofre devido à estupidez/ignorância parental
- Uma criança não realizar os tpc de fim-de-semana e adormecer durante a aula afirmando "estar cansado porque se deitou tarde"
- Uma criança que usa óculos sempre e que durante 1 mês afirma que se "esqueceu deles em casa" quando na realidade eles se encontram nos perdidos e achados da escola.
- Uma criança que parte as hastes do óculos e está 3 meses sem usar óculos, queixando-se frequentemente de dores de cabeça durante as aulas.
- Os pais que ignoram, por opção, por comodismos ou por pura preguiça, os vários sintomas que demonstram que uma criança não está bem, não a levando ao médico ou a um especialista, quando não aparentam ter quaisquer dificuldades económicas.
Para os quatro casos anteriores, consigo descrevê-los bem numa só palavra: NEGLIGÊNCIA! 
Ninguém é perfeito, todos erramos mas há coisas em que, simplesmente, não se pode falhar e não há qualquer tipo de desculpa quando essas coisas estão ao nosso alcance.


Estas apelido de uma imensa falta de "chá" e/ou de educação:
- Os pais "abancarem", tipo emplastro, numa festa para a qual apenas os seus filhos foram convidados e ainda se darem ao trabalho de perguntar: "Também podemos comer?" e quando o filho quer comer ou ir à casa-de-banho dizer-lhe para ir ter com os pais do aniversariante.
- "Será que a irmã/irmão também pode ficar na festa?"; "Vai ser muito díficil ele não ir às festas da irmã!"
Já diz o ditado "A festa e batizados só vão os convidado!". Cá em casa, o pequenos já sabem que cada um só vai às festa dos seus amigos, se ficam tristes, se choram, muitas vezes sim, mas se todos os convidados levassem os manos não havia espaço para todos, é duplicar o número de convidados ou, no caso da nossa família, triplicar e, provavelmente, não conheceríam mais ninguém além do mano/a. Quanto aos emplastros, os adultos que se fazem convidados, é pura má educação, se todos os pais fizessem o mesmo, não teríamos uma festa de anos mas um casamento!

A culpa não é das crianças mas da falta de assertividade, de rigor e de edução dos pais!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Partilhas e desafios!

Um aluno de 11ºano partilhou o seguinte problema, na minha aula dando 1 minuto aos colegas para responder:

"O João tem dois anos e a Maria tem metade da idade do João. Quando o João tiver 100 anos, quantos anos terá a Maria?" 

Dos dez alunos presentes, nenhum acertou! Lado positivo da situação, cinco minutos depois ainda havia 2 ou 3 alunos a pensar no problema e a tentar refutar o pensamento linear e simples apresentado pelo seu colega na resolução do problema. Apesar de não terem pensado no 1º minuto, quando confrontados com o problema, a engrenagem começou a movimentar-se...umas mais rápidas que outras, normal, não somos todos iguais. "Tristeza/surpresa" do aluno, ele colocou-me a questão antes de colocar ao colegas: dei a resposta correta assim que ele acabou de fazer a pergunta, "Já são muitos anos a virar frangos, ossos do ofício, continue a tentar, alguma vez cairei", ao que ele me respondeu "Vou tentar para a próxima vou trazer um bem difícl, não vai acertar!". Venha ele, a malta gosta é de desafios e de se sentir desafiada.
Uma boa partilha, não conhecia o problema, e o miúdo conseguiu envolver e motivar os colegas a raciocinar e comunicar, só por isso já valeu a pena!
E depois deste "parlapier" todo, já deve ter passado 1 minuto, já sabem a resposta? "Elementar, just think, meu caro Watson"

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Pinhal das Artes só em 2014 :(

Este ano não se realizará o Pinhal das Artes, apesar de constar do plano anual de atividades 2012/2013 da SAMP, entidade organizadora, a informação foi disponibilizada no blogue do Pinhal das Artes no final da passada semana. A crise, os patrocínios (ou a falta de), o cansaço, a organização, o empenho e dedicação que são necessários num evento desta envergadura, e que começa a ter grande visibilidade, podem estar na origem desta decisão. O Pinhal das Artes passará a realizar-se de 2 em 2 anos. 
O Pinhal é uma lufada de ar fresco, pensado e criado a pensar nas crianças, onde estas circulam à vontade, onde se ouvem os passarinhos, um ambiente fabuloso, uma equipa fantástica, é um espaço em que se sensibiliza, vive, respira, cria e faz arte, onde se celebra em comunhão com a natureza um convívio entre amigos.Presença assídua nos últimos três anos, vamos ter muitas saudades dos sons e vivências do Pinhal este ano. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Doações IRS - Operação Nariz Vermelho

Há 6 anos, desde que nasceu a pimpolha mais velha, que doamos os 0,5% do nosso IRS à Operação Nariz Vermelho. Felizmente, a nossa prole tem "sofrido" apenas das maleitas próprias da idade e como tal, e que assim se mantenha, nunca os vi em ação. Certamente, que há muitas outras instituições tão ou mais merecedoras desta doação mas todos os anos, ao pesquisar a nossa escolha recaí sobre esta.  

quinta-feira, 7 de março de 2013

"Vocês são uns tristes!"

Filipe Pinhal, antigo presidente do BCP e condenado por crimes financeiros no BCP, é o líder do movimento "Movimento dos Reformados Indignados". Este movimento contesta, essencialmente, uma medida do governo apresentada no Orçamento de Estado 2013 que determina uma contribuição de 10 por cento sobre pensões superiores a 3.750 euros. Na conferência de imprensa de apresentação deste movimento, Fernando Loureiro, antigo bancário do BCP, indignou-se: “20 o 25 mil euros por mês não vos chega, quando há pessoas, muita gente, que vive com 400 euros por mês. (...) Não seja assim porque você estão bem na vida, cale-se, vocês são uns tristes. Julgam-se uns deuses na Terra, vocês não prestam, por isso é bem feito que o governo vos tire, a todos”.



Comentário: Que credibilidade poderá ter este movimento quando é liderado por quem é? Os reformados têm, certamente, razões para estarem indignados!

"Com uma letrinha apenas"


"O ensino do português ganhou novo alento esta semana. Aqueles alunos enfastiados que perguntam para que raio lhes servem os conhecimentos de gramática na vida real devem estar muito envergonhados com o atrevimento da sua ignorância. Sobretudo os que sonham fazer carreira nas autarquias locais. Não sei se o leitor acompanhou o caso político-gramatical. Foi o seguinte: quando a lei da limitação dos mandatos autárquicos foi aprovada dizia que o presidente de câmara que completasse três mandatos não poderia recandidatar-se. Mas, oito anos depois, Cavaco Silva veio assinalar um erro na lei: a versão original não dizia "presidente de câmara", dizia "presidente da câmara". É uma diferença subtil mas importante. Que Cavaco era um leitor atento e exigente já nós sabíamos desde que, para espanto da academia em geral e da academia sueca em particular, criticou os livros de Saramago por terem demasiadas vírgulas. Desta vez, o crítico desviou a sua atenção da pontuação para as preposições. Onde se lê um "de", deve ler-se um "da". Não é apenas a preposição "de" que deve estar na lei, é a contracção da preposição "de" com o artigo definido "a". A mudança implica o seguinte: se um presidente "de" câmara não pode recandidatar-se depois de três mandatos, a sua carreira autárquica acaba; mas um presidente "da" câmara não pode recandidatar-se apenas à câmara específica a que preside. Mas pode recandidatar-se à do lado. Ou a outra qualquer. Há 23 letras no alfabeto, mas Cavaco indicou a única que podia beneficiar os dinossáurios autárquicos.

O objectivo da lei de limitação de mandatos era evitar que os autarcas se eternizassem nos cargos, por se entender que a rotatividade no poder é uma parte importante da democracia. A lei emendada considera o mesmo, mas numa parcela de território de cada vez. Para esta lei, é repugnante que um autarca se mantenha num cargo para além de um determinado período, a menos que se mova democraticamente uns quilómetros para o lado. De acordo com a lei que diz "de", um autarca pode deter o cargo de presidente de câmara por três mandatos - ou seja, durante 12 anos. A lei que diz "da" limita os mandatos autárquicos a três por município. Como há 308 municípios em Portugal, um autarca fica limitado a 924 mandatos. Uma vez que cada mandato dura quatro anos, em teoria um autarca só consegue manter-se no poder durante 3 696 anos seguidos, findos os quais terá de ir procurar emprego na sociedade civil. Ou seja, os dinossáurios autárquicos têm os dias contados. Os verdadeiros dinossáurios dominaram a terra durante cerca de 135 milhões de anos, e os dinossáurios autárquicos apenas poderão fazê-lo por escassos 3 696. Com a nossa legislação não brincam."
Texto de Ricardo Aráujo Pereira publicado na Visão

Comentário: Tanto coisa neste país sobre a qual o presidente da república se podia, e devia, pronunciar, escolhendo, na grande parte das vezes, o silêncio! Mas esta nuance gramatical não escapou ao seu, ou aos dos seus, olho clínico. Resultado: more job for the boys! É caso para dizer: perdeu uma bela oportunidade de estar calado...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Doces recordações/recordações doces!

Encontrei-os à venda na padaria do Supercor, chamam-se, ou pelo menos eu chamo-lhes, Beijinhos!
Em tempos idos, vendiam-se avulso nas mercearias. Lembro-me bem de ir à mercearia com a minha avó e sair toda contente com um saquinho ou canudo de papel pardo cheio de beijinhos. Uma verdadeira iguaria que fazia sempre parte das guloseimas a oferecer no dia dos bolinhos (01/11). Já há muito tempo que não via estas pequenas delícias. 

Banalização!

"Se a professora não nos deixar falar, nós começamos a cantar "Grândola Vila Morena", temos direito a exercer a nossa liberdade de expressão" - aluno de 11º ano no início da aula.
Direitos, hoje em dia, todos têm, usam e abusam deles. Então e os deveres? Parece que poucos têm ou fazem-se de esquecidos. Os direitos e os deveres são os braços de uma balança que devem estar equilibrados. 
Numa manifestação, e em alguns contexto, utilizar esta canção pode até ser considerado como um sinal de civismo, valorizando e relembrando um momento marcante da nossa história. Quando começa a ser utilizada a torto e a direito, só porque sim, é algo que esta música, o seu significado e o seu autor não merecem! 




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Aos príncipes encantados, aos caçadores de sóis e às estrelas mais bonitas!

Há dias ouvi esta música na rádio e despertou-me a atenção, achei a letra, especialmente, muito bonita! Pareceu-me na altura a que a voz era a do Nuno Guerreiro mas fiquei na dúvida! Encontrei a música e letra no blogue Quadripolaridades (que recomendo, tem muito espírito!)

O esposo diz que nada na letra da música rima mas eu acho que ela é simplesmente divinal! Pelo prazer de andar às cavalitas, dedicado aos príncipes encantados, aos caçadores de sóis e às estrelas mais bonitas cá de casa!

Pelo céu às cavalitas,
Escondi nos teus caracóis,
A estrela mais bonita, que eu já vi

Eu cresci com um encanto,
De ser caçador de sóis,
Eu já corri tanto, tanto para ti

Fui um príncipe encantado
Montado nos teus joelhos,
Um eterno enamorado, a valer

Lancelot de algibeira,
Mas segui os teus conselhos
Para voltar à tua beira
E ser o que eu quiser

(Refrão x2)
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

(Refrão)
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

(Refrão)
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Plano Nacional de Leitura

Em vigor desde 2006, o Plano Nacional de Leitura (PNL), projeto sobre a tutela do Ministério da Educação, tem como objetivo estimular hábitos de leitura e escrita, em ambiente escolar, nas crianças e jovens para elevar os níveis de literacia dos portugueses e colocar o país a par dos outros países europeus. 
Um estudo do ISCTE, realizado em 2011, revela que o PNL “ajudou a reforçar as competências de leitura das crianças e jovens, que dão hoje mais importância ao ato de ler". O mesmo estudo considera os resultados, “encorajadores” para o futuro do projeto. 
No início de cada ano letivo, o grupo de trabalho do PNL recomenda vários livros de autores portugueses e estrangeiros para leitura orientada, em sala de aula e para leitura autónoma e/ou em família. A lista de livros recomendados para cada ano de escolaridade é extensa, talvez pelo facto de as crianças terem gostos e interesses diferente. O objetivo penso que não é ler todos os livros da lista, mas selecionar alguns para ter como referência o tipo de livro, conteúdos, linguagem, etc. que este projeto considera adequada para cada faixa etária/ano escolaridade. No site do PNL encontra-se disponível a lista de livros para leitura autónoma/família por ano de escolaridade (carregar aqui) e também a das leituras orientadas, destinadas à sala de aula (carregar aqui).
O PNL disponibiliza também uma biblioteca digital onde se podem encontrar algumas das obras recomendadas em formato digital e divididas por faixas etárias (3/6 anos é a 1ª e a última é dos 14/16 anos). Vale a pena espreitar aqui
Os livros recomendados pelo PNL podem ser encontrados em qualquer livraria e em muitas bibliotecas e estão identificadas, normalmente, com o símbolo ao lado. O PNL recomenda ainda qualquer livro da mesma coleção, autor, ilustrador e tradutor dos livros recomendados.  
A fnac online tem muitos dos livros do PNL divididos por anos de escolaridade (ver aqui)
A leitura é uma competência essencial que se pode, e deve, tornar num prazer mas para isso tem que ser estimulada e incentivada desde tenra idade, lendo histórias, muitas, inicialmente, até que aprendam a voar sozinhos!
Não faz parte do PNL mas é mais uma biblioteca digital para os mais pequenos intitulada "Era uma vez um rei", parceria do jornal Expresso e do Instituto Camões (ver aqui)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Assim vão, e não voltam, os Centros de Ciência Viva em Portugal!

Inaugurado em dezembro de 2007, o Centro de Ciência Viva do Alviela encerrou para obras de requalificação, devido a problemas estruturais, no dia 1 de outubro de 2011. Estava previsto as obras durarem 4 meses. A data de reabertura já foi anunciada várias vezes:  as mais recentes foram setembro de 2012 e janeiro de 2013. Continua de portas fechada, sem qualquer nova informação de quando abrirá no site do Centro de Ciência Viva, nos jornais locias e/ou da Câmara Municipal de Alcanena. Já lá vai um ano quase e meio...
O Centro de Ciência Viva da Amadora, inaugurado em 2003, fechou para férias em julho de 2011 e nunca mais voltou a abrir, supostamente devido a problemas de financiamento. Curiosamente, continua a ser referido em muitos roteiros de Ciência...mas notícias sobre o seu encerramento e razões poucas há!
O encerramento do Centro de Ciência Viva de Tavira também parece que já foi equacionado mas por enquanto mantém-se em funcionamento.
E notícias sobre os problemas que atravessam os Centros de Ciência Viva financiados pelas autarquias, ouviram, viram, leram? Eu, não! 
Muito mais poderia ser dito mas os factos, neste caso, falam por si. Esperemos então a reabertura do Centro de Ciência Viva do Alviela e que os restante se mantenham em funcionamento. 
É assim que se trata, infelizmente, a ciência, e não só, em Portugal...


sábado, 9 de fevereiro de 2013

A loucura não é só cá em casa!

Ontem, alguém atento :), e que deve ter reconhecido um estilo semelhante, perguntou-me se conhecia o blogue Pais de quatro
Fui espreitar e andei por lá a procrastinar bastante tempo, dei valentes gargalhadas ao ler os post´s e pensei com tanta frequência "onde é que eu já vi e ouvi isto?". 
Muito bom, vivências de um casal com 4 filhos! Bem escrito, sem floreados, sincero, com espírito e humor: amores, dúvidas e "dissabores" de ser pai e mãe, diariamente! 
O texto "Uma manhã normal", em baixo, aplica-se que nem uma luva cá em casa todos os dias, com o pequeno grande pormenor: nós só temos 3 pequenos  e eles 4! E tantos outros post´s em que nos revimos quase na perfeição :)! Vale a pena passar por lá: rir, sorrir e perceber que há muitos com vivências, experiências e dúvidas semelhantes às nossas. 

"Uma manhã normal

- Vá lá, meninos toca a despachar.

- Gui, já te mandei calçar essas botas.
- Carolina, importas-te de te pentear, se faz favor?
- Tomás, anda lavar os dentes.
- Qual é que é o problema com a roupa de hoje?
- Carolina, importas-te de ir buscar a Ritinha, se faz favor? Ela está a chorar.
- Vês, Gui, já a acordaste! Quantas vezes já te disse que não se pode gritar quando a Ritinha está a dormir?
- Tens a certeza de que já te penteaste, Carolina?
- Teresa, sabes que horas são?
- Meninos, todos para a porta!
- Quando é que aprendes a vestir o casaco, Tomás?
- Não, Gui, hoje não podes levar um brinquedo para o infantário. É só às sextas-feiras.
- Os lanches já estão nas mochilas?
- Todas para a porta, meninos!
- Mexe-te, Carolina, já deve estar a tocar na tua escola.
- Podes ir chamar o elevador, Tomás?
- Gui, onde é que tu te meteste?
- Guiiiiiiiiii!
- Eu disse TODOS PARA A PORTA, MENINOS!"



quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"Vale a pena ler um livro"

Apesar de me ter rendido aos livros em formato digital, gostei  muito deste artigo de opinião de Luís D. Patrício publicado no Público (de 20 janeiro).

"O audiovisual continua a alastrar a sua intervenção e com a sua enorme capacidade sedutora continua a chegar a muitos cidadãos. De entre os diversos conteúdos acessíveis no moderno audiovisual podemos destacar o livro eletrónico, uma novidade que vai naturalmente ganhando novos adeptos.
Mas sabemos como o mundo da eletrónica evolui vertiginosamente.
Rapidamente um utensílio fica desatualizado, passa de moda, sendo colocado facilmente de lado pelo utilizador que ambiciona manipular o que surge de mais recente, utilizar o mais moderno. Mesmo reconhecendo-se que um utensílio tem validade, troca-se por já não oferecer o estímulo da novidade.
Um livro eletrónico, apaga-se ou então, qual ficheiro colecionável, arquiva-se num local como grão de areia.
Mas um livro de papel…
Vale a pena ler um livro, folheá-lo, é uma relação mais quentinha.
Na montra ou no expositor dá-nos uma imagem e quando lhe pegamos tem um volume que se sente facilmente a três dimensões; tem uma capa e uma contracapa, dura ou mole, tem um odor, porventura um cheiro a novo, e tem um conteúdo que lido e entendido pode acompanhar uma vida.
Um livro de papel pode passar a fazer parte de quem o lê, das suas atitudes, dos seus sentimentos e emoções. Pode tornar-se numa companhia que pelo menos, havendo claridade está sempre disponível para permitir uma relação de intimidade mais ou menos prolongada com os conteúdos que estão escritos, e com as mensagens desencadeadas no leitor.
Um livro é um objeto com história, com um antes, um durante e um depois e sendo um livro de papel, não passa de moda, porque ao ser lido está na moda de quem o lê. Oferece materialmente uma estabilidade de relação com o leitor que é muito mais segura, fiel e palpável do que o virtual.
Um livro de papel olha-se e vê-se, abre-se e fecha-se, toca-se e sente-se, no todo ou em parte, ou página a página ou em várias partes.
Sente-se e pode-se ouvir o virar da página feito com um dedo porventura humedecido ou feito com vários dedos. E de seguida pode fixar-se a página virada afagando com os dedos, seja um livro de bolso ou um livro maior. E se teimosamente insiste em se fechar, com o polegar fazemos a pressão adequada para que se mantenha o livro aberto.
Um livro de papel pode-se estimar, há quem forre um determinado livro, quem lhe ponha uma capa para o proteger. Também se pode sublinhar e há quem o faça inúmeras vezes, como que a vincar o valor das palavras, a intensidade do pensamento ali escrito.
Um livro de papel faculta um sentido de posse, ou da estima, da utilidade, da memória para futuro, eventualmente reforçada com uma pérola como seja uma dedicatória que alguém escreveu para transmitir carinho, afeição, muita dedicação ou até e apenas respeito, de quem assina para quem o recebeu.
Há quem personalize a sua posse e lá escreva o seu nome e morada, ou quem lhe coloque um carimbo pessoal, familiar ou institucional.
Um livro para uma criança? Mas isso pode ser um bem extraordinário.
Um dicionário? Que maravilha para a criança passear os seus dedos, olhar, ver e adquirir conhecimento. Que bela pedagogia.
Uma criança pode colher da leitura de um livro benefícios que não colhe do ecrã do computador e da Internet, nomeadamente na manipulação das folhas reais desse objeto porventura facilmente transportável, que pode ser bastante resistente e bastante seguro, que pode ser sua pertença juntamente com muitos outros, e que também pode oferecer e trocar.
Tendo imagens fixas, não emitindo radiações, um livro para uma criança pode ter conteúdos que estimulam a fantasia, o imaginário, o interesse pelas histórias, pelo futuro, e que permitem armazenar informação selecionada e que foi escolhida pelos autores de quem o imaginou e construiu.
Sim, porque apesar de tudo, a publicação de um livro de papel passa por diversos intervenientes com critérios, com níveis de responsabilidade e de saber mais exigentes do que muito do que se pode encontrar no mundo da Internet.
Em boa verdade o crescente mega mundo universal da Internet tem outros critérios de publicação e de emissão do que está disponível. Sendo avassalador o seu imediatismo e poder de atração com som e imagem de qualidades extraordinárias, exige muito mais atenção e muitos cuidados perante o acesso de um clique feito por uma criança.
E a situação pode piorar deveras quando se trata de uma criança desprevenida e que não esteja acompanhada por quem a respeite, e ajude a escolher por onde navegar sem lhe provocar algum dano no seu mundo interno e relacional.
Há que reconhecer que de um modo geral, um livro de papel foi selecionado e está disponível com outros critérios e interesses, que podem nada ter a ver com os critérios e interesses de muitos dos materiais virtuais colocados nas redes/web".

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