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sábado, 12 de setembro de 2015

Noite dos morcegos

Na "Noite dos morcegos", uma iniciativa da Ciência Viva no Verão, voltámos novamente aos Olhos de Água do Alviela e ao Carsoscópio, o Centro de Ciência Viva do Alviela, para observar e aprender mais algumas coisitas sobre morcegos. 
(estavam a decorrer obras de requalificação na praia fluvial de Olhos de Água)

A Noite dos morcegos contemplou 3 partes distintas: as duas primeiras decorreram no Centro de Ciência Viva e a última, a observação de morcegos, à entrada da Gruta da Lapa da Canada. Na primeira parte, é feita uma pequena caracterização do local, referência ao maciço calcário e as origem, as espécies de morcegos existentes e os típicos da zona, crenças e mitos sobre os morcegos. Em seguida, realiza-se uma visita ao Quiroptário, uma exposição interativa sobre a vida e o habitat dos morcegos. Na última parte, munidos de lanternas frontais e aparelhos de ultra sons para identificar as várias espécies, faz-se, então, uma pequena caminhada até à entrada da Gruta da Lapa da Canada para observar  a saída dos morcegos cavernícolas para caçar. 
Entre abril e setembro, época de reprodução destes morcegos, esta gruta chega a albergar 5 000 morcegos de 12 espécies diferentes, algumas delas em perigo. A Gruta da Lapa da Canada é uma espécie de maternidade de morcegos e que podemos observar em direto!



Os morcegos são o único mamífero que voa e são, regra geral, criaturas pouco conhecidas e mal amadas, no entanto, são uma mais valia no controlo de pragas e algumas doenças. Numa noite, cada morcego ingere cerca de metade do seu peso em insetos, sendo que o peso de um morcego, dependendo da espécie, varia entre 7g a 15g. Por exemplo, os morcegos presentes na gruta da Lapa da Canada, numa noite, consumem cerca de 50 kg de insetos. Caçam de noite mas têm uma visão semelhante à nossa, orientam-se emitindo ultra sons que ao "embaterem" nos obstáculos produzem "ecos" permitindo aos morcegos conceber uma "visualização" do espaço onde se encontram.
Em Outubro, ocorre o período de acasalamento, cada fêmea concebe 1 cria por ano, os morcegos continuam a investir na alimentação e acumulação de reservas de gordura para o inverno e começam a concentrar-se nos abrigos de hibernação. No inverno, a abundância de insetos decresce drasticamente e os morcegos entram em hibernação, baixando a sua temperatura e metabolismo geral até ao seu limiar de sobrevivência, poupando energia até à primavera seguinte. A poupança de energia é fundamental durante a hibernação, o que se torna possível através de profundas mudanças fisiológicas: além de baixarem a temperatura corporal, a frequência cardíaca e respiratória também são reduzidas por mecanismos de regulação hormonal. Por exemplo, o morcego-rato-grande, quando se encontra em atividade, tem cerca de 880 pulsações por minuto, em hibernação profunda, o coração bate menos de 20 vezes por minuto. 
A perturbação dos abrigos, durante o período de hibernação, poderá ter consequências muito graves. Se a hibernação for interrompida por visitantes, as reservas energéticas são rapidamente consumidas, e os animais podem não sobreviver até à Primavera por escassez de alimento. 

Apesar de estarmos em pleno verão, estava um final de tarde frio e muito ventoso, não reunindo as condições ideais para os morcegos saírem do seu refúgio em busca de alimento, mas ainda assim deram um ar da sua graça e em várias frequência (espécies). Mais uma excelente ação da Ciência Viva no Verão!

Nota: As 24 espécies de morcegos existentes, em Portugal, são todas insetívoras. Só, na América Latina, é que existem morcegos que se alimentam de sangue de outros animais, consumindo cerca de 5 ml de sangue, equivalente a 1 colher de chá por dia. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Um dia cheio de ciência!

Em mais uma iniciativa do Ciência Viva no Verão, fomos até ao Jardim Botânico perceber por que ocorrem, o que acontece e o que devemos fazer durante um terramoto e um tsunami entre outras coisas.
A explicação da Proteção Civil que devemos estar preparados, no caso de ocorrência de alguma catástrofe natural, e ter o nosso kit de emergência por perto. Demonstração do que deve conter um kit de emergência e dos procedimentos a adotar em caso de terramoto.


Uma caça ao tesouro no jardim para encontrar os vários elementos que devemos ter no kit de emergência.
Pequenada numa plataforma que simula um sismo. Repetiram várias vezes, viver emoções fortes parece estar-lhes na massa do sangue!
O comportamento de várias casas, tendo em conta a sua altura, durante um tremor de terra, simulado por um skate.


A importância e o papel das gaiolas pombalinas na estabilidade dos prédios durante um sismo


 
Simulação das ondas P (primárias) e das ondas S (secundárias) durante um terramoto. A simulação de ondas S permitiu-lhes derrubar as latas, oscilações e vibrações, as ondas P são as primeiras que se sentem durante um terramoto e são uma espécie de compressão (com a mesma direção).  Observaram ainda um sismógrafo e o que este regista quando damos saltos nas "suas redondezas"    
Simulando a onda provocado por um tsunami. Causou sensação e alguns salpicos :) Em caso de tsunami, devemos dirigir-nos para um sítio alto o mais longe possível da costa. Os barcos devem dirigir-se ao alto mar onde estarão bem mais seguros que em qualquer porto. 

Pangeia - o puzzle

"A separação dos continentes", devido à movimentação das placas tectónicas: a Índia "deixa" a África e junta-se à Ásia.

Simulando, com uma folha de lasanha, a deformação e o que pode acontecer quando as placas tectónicas "são alvo" de forças diversas e com várias intensidades. Muito elucidativo para a pequenada.

No final da ação, aproveitámos para visitar o jardim botânico e o seu borboletário (fauna ibérica). 

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Para terminar, fomos visitar o Museu de História Natural e da Ciência
O laboratório e o auditório de Química da Escola Politécnica fez as delícias dos manos mais velhos que o associaram, de imediato, às aulas de Poções Mágicas do Harry Potter e tivemos direito a um aula dada pelo pequeno do meio. 

A exposição Formas e Fórmulas


A pequenada entusiasmou-se muito na exposição histórica de participativa de física! Pêndulos, planos inclinados e roldanas estão no top das preferidas.
A exposição da Física e dos Jogos Matemáticas através dos tempos foram aquelas onde estivemos mais tempos e as mais apreciadas pela pequenada :)
As "pavimentações"
Os geoplanos

Jogando ao semáforo

Brincando com as Torres de Hanoi, pimpolha mais velha a começar a dominar a técnica.

Jogando Hex

Por fim, a exposições dos dinossauros que fez as delícias do pequeno do meio e uma passagem rápida, que o dia já ia longo e a pequenada começava a dar sinais de cansaço, nas restantes exposições.

Um dia em cheio! Adoraram viajar de metro embora, em Lisboa, para uma família numerosa, fique mais barato usar o carro e estacionar nos parques de estacionamento pagos, quando os há e têm lugares disponíveis! Não deixa de ser triste e caricato ...

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Um belo dia no Parque Ambiental de Santa Margarida!

O Parque Ambiental de Santa Margarida é um espaço amplo, bonito, bem cuidado com o único borboletário tropical do país, uma torre de vigia com uma vista deslumbrante, uma simpática biblioteca, um parque de merendas, um campo de futebol/basquetebol e um parque infantil! O sítio ideal para passar um belo dia entre amigos e/ou família e em contacto com a natureza. 





Vale a pena visitar o Borboletário Tropical que tem uma simpática e esclarecedora visita guiada com explicações sobre o ciclo de vida destas borboletas, as diferentes espécies e as suas características. As borboletas são enormes comparadas com as existentes em Portugal, super coloridas e esvoaçam muito perto dos visitantes, chegando a pousar neles! A temperatura interior ronda os 28ºC e o grau de humidade é elevado para simular o ambiente de proveniência das borboletas.  É um espetáculo de cor e de movimento. Pequenada gostou muito e os pais também!





                                         
(duas borboletas a acasalarem) 



(o tamanho de um borboleta comparado com o dedo do pequeno do meio)



 

(Borboleta mocho)




(Crisálidas. É nesta forma que as borboletas chegam ao borboletário. Dependendo da espécie, o preço de cada Crisálida pode variar entre 1 e 3,5€. Neste momento, há várias espécies que já se reproduzem no borboletário)



(As lagartas, imensas, nas folhas de bananeira)

Fizemos um belo de um piquenique regado com muita brincadeira, convívio e bons momentos com alguns dos amigos de sempre :) e ainda construímos astrolábios e relógios de sol numa ação da ciência viva no verão!
 A construção do quadrante.

Cada um, utilizando o seu quadrante mediu a amplitude (ângulo) que os raios solares "faziam" com o chão. Os valores apurados foram entre 56º e 58º.

Num astrolábio "mais fixo, sólido e rigoso" obtivemos 56º. Máximo Ferreira questionou a pequenada sobre o que esperavam que acontecesse quando, passado 1 hora, voltassem a medir a amplitude se esta diminuiria ou aumentaria. Assistência atenta foi unânime em considerar que a amplitude diminuiria uma vez que o sol caminhava para o horizonte (pôr do sol). De seguida, perguntou-lhes se alguma vez, durante um dia, obteríamos uma amplitude de 90º, a maioria achou que sim, identificando as 12h00 associando ao facto de não haver sombra. Mais um mito foi quebrado, quando esclareceu que isso só se verifica no equador e deu indicações para que fizessem a experiência no dia seguinte às 12h00 para confirmarem.

Passámos à construção do relógio de sol (de verão) 

Com a ajuda de uma bússola "encontrámos" o Norte e apontámos para lá os relógios solares. Depois foi só observar onde recaía a sombra da palhinha. Erro de leitura no verão +/- 1h40, no inverno, 40 minutos. Face à indignação da pequenada, devido à falta de exatidão do seu relógio solar, Máximo Ferreira explicou que, na antiguidade, os meninos não iam à escola e que as pessoas trabalhavam desde o sol nascer até este se pôr logo não tinham esta necessidade de precisão horária como hoje em dia e, como tal, as horas fornecidas pelos seus relógios de sol eram meramente indicativas, uma orientação.  


Depois da indicação de que como nunca se observa diretamente o sol quer a olho nú quer através de um telescópio. Apontámos o telescópio para observamos uma borboleta mas a borboleta estava no muro voltada a esquerda mas no telescópio parecia estar a voar para a direita ... o efeito dos espelhos ou a sua ausência! Pequeno do meio e companhia decidiram resolver a questão fazendo o pino junto ao muro onde se encontrava a borboleta para aparecerem "direitinhos", na sua opinião, aos olhos de quem os observava no telescópio. O efeito foi este e muita risota!

Para terminar, mediram novamente com os quadrante a amplitude que os raios solares faziam com o chão e como tinham previsto tinha diminuído para 48º. Em seguida, utilizando um transferidor, um fio, o elemento mais alto e o mais baixo da assistência e as respetivas sombras, mostrou que se obtinha exatamente o mesma amplitude de 48º, impressionando a audiência :)!


(Uma explicação matemática e genérica da questão, mais para os graúdos, referindo a semelhança de triângulos :)




Ainda houve tempo para saltar à corda, jogar futebol, fazer uma tomada ao castelo (parque infantil), passear e correr no parque, apreciar o funcionamento da picota e molhar os pés e não só e fazer uma corrida na subida à torre de vigia. Um dia em cheio com um cheirinho às férias que estavam a chegar, um post com uma atraso de quase 1 mês e meio ... as férias, as férias!








No regresso, pequenada de rasto a fazer uma sesta ao pôr do sol, e Constância à vista!
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