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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Génesis - Sebastião Salgado

A preto e branco, fotografias tiradas aos longo de 10 anos, em que Sebastião Salgado explorou sítios recônditos em África, na Amazónia, na Antártida, no Alasca, no norte da Rússia, nas Ilhas Galápagos, Madagáscar, entre outros, onde quem por lá vive não tem uma vida fácil e muito semelhante à dos seus antepassados. De uma beleza e uma simplicidade impressionantes onde é visível a mestria e a paciência de quem sabe esperar, "disparar" milhares de fotografias, em climas e situações inóspitas, para obter a fotografia perfeita. 




Nota: Bilhetes de família (2 adultos + 1 criança ou 2 adultos + 2 crianças) mais uma vez as famílias numerosas não são contempladas nos bilhetes de família. No nosso caso, desta vez não fez diferença uma vez que a pimpolha mais pequena não pagava mas lá deixei a sugestão na bilheteira. 

domingo, 13 de outubro de 2013

Recriação histórica

Citando os organizadores, "podem os visitantes assistir durante todo o dia ao desenvolvimento de actividades profissionais medievais ao vivo, e recriação de actividades do quotidiano de uma população medieval.

Haverá jogos e brincadeiras medievais para uso dos visitantes."
Local e ambiente fantástico, entrada gratuita, gente apaixonada pela nossa história, que esclarecem e partilham, com os visitantes, alegremente e com grande satisfação os seus conhecimentos sobre as vivências e costumes da época medieval, não escondendo, no entanto, os "erros" históricos e comerciais cometidos em muitas feiras medievais em voga no nosso país. Neste evento, estão presentes três grupos distintos ligados às recriações históricas: Os Guildas Aureas, Os Arqueiros D´El Rei e os Portucale Fidelis, oriundos de várias partes do nosso país.
Um ótima iniciativa para dinamizar um espaço da cidade, muito bonito, onde se investiu na restauração dos espaços, com uma vista esplendida mas que poucos visitam e onde raramente decorrem atividade!
A câmara cedeu o espaço mas pouco mais parece ter feito para divulgar este evento para além de o anunciar na página do munícipio do facebook no ínicio de outubro e fazer uma breve referência na sua agenda cultural online para o mês de outubro. E se tivesse decorrido à 2 ou 3 semanas atrás, antes das eleições será que não teria merecido mais atenção por parte da Câmara? Hummm, tantas foram as festa que apregoaram e às quais se deslocaram, certamente colocariam mais esta na sua bitola. Agora, restam os cartazes a agradecer os votos dos eleitores! Durante toda a manhã de sábado poucas foram as pessoas que passaram por este espaço e do executivo municipal nem vivalma ... revelador! Como a câmara não fez seguro para o evento não foi possível aos visitantes, por exemplo, experimentar a disparar com arco e flecha enfim...
(bordando)

 (as dormidas)






(a pimpolha mais velha sentada no tripé depois de ter caído 2 vezes)

 (jogos para exercitar a mente nos tempos medievias - o moinho, raposas e galinhas, xadrez e o alquerque)
(fazendo/remendando uma cota de malha - 1 cota de adulto demorou 2 semanas a ser concluída trabalhando 14 horas por dia exceptuando sábados e domingos. 25 kg de arame dão para cerca de 2 cotas para adultos)

(codornizes para o almoço?)

(a delícia do pequeno do meio)
(vestido a rigor)


(as cordornizes?)



(o jogo da corda - ganharam os Arqueiro D´El Rei)

domingo, 15 de setembro de 2013

Estátuas Vivas - Tomar 2013

Muita gente, atividades engraçadas para a pequenada no parque do Mouchão e este ano com a novidade da pintura 3D no chão na Praça da República. A pequena do meio fez questão de levar a sua carteira para brindar as "estátuas" e contemplar os seu movimentos vagarosos e articulados. Sempre engraçada esta iniciativa.











(Vermelho sobre cinzento - "estátuas" em busca do jantar bebendo uma coca-cola)

 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

“É a falta de cultura, estúpido”

"Portugal tem hoje uma pequeníssima elite que consome cultura, quase toda velha e sem sucessores.

Nós merecemos isto. Nós elegemos esta gente. Nós não somos muito diferentes disto. No meio do anedotário que converteria um homem mais inteligente num homem trágico, convém não esquecer o que nos separa, exatamente, do Relvas. Pouco. O dito não é um espécime isolado, um pobre diabo animado de força e disposição para fazer negócios e trepar na vida, que entrou em associações e cambalachos, comprou um curso superior e, de um modo geral, se autoinstituiu em conselheiro do rei. Já vimos isto.

Nunca vimos isto nesta escala, porque na 25ª hora da tragédia nacional, quando Portugal se confronta com a humilhação da venda dos bens preciosos (os famosos ativos) aos colonizados de antanho e seus amigos chineses, o que o país tem para mostrar como elite é pouco. Nada distingue hoje a burguesia do proletariado. Consomem as mesmas revistas do coração, lêem a mesma má literatura (que passa por literatura), vêem a mesma televisão, comovem-se com as mesmas distrações. Uns são ricos, outros pobres.

A elite portuguesa nunca foi estelar, e entre a expulsão dos judeus e a perseguição aos jesuítas, dispersámos a inteligência e adotámos uma apatia interrompida por acasos históricos que geraram alguns estrangeirados ou exilados cultos permanentemente amargos e desesperados com a pátria (Eça, Sena) e alguns heróis isolados ou desconhecidos (Pessoa, 0'Neill).

Em "Memorial do Convento", Saramago dá-nos um retrato da estupidez dos reis mas exalta romanticamente o povo. Todos os artistas comunistas o fizeram, num tempo em que o partido comunista tinha uma elite intelectual e de resistência inspirada por um chefe que, aos 80 anos, quase cego, resolveu traduzir Shakespeare. Cunhal traduzindo o "Rei Lear" de um lado, Relvas posando nas fotografias ao lado da bandeira do outro. Relvas nem personagem de Lobo Antunes, o (descritor da tristeza pós-colonial, chega a ser. É um subproduto de telenovela O tempo dos chefes cultos acabou, e se serve de consolação, não acabou apenas em Portugal.

A cultura de massas ganhou. No mundo pop, multimédia, inculto e narcisista, em que cada estúpido é o busto de si mesmo, a burguesia e o lúmpen distinguem-se na capacidade de fazer dinheiro. Acumular capital. O dinheiro, as discussões em volta do dinheiro acentuadas pela falta de dinheiro, fizeram do proletariado (e desse híbrido chamado classe média) uma massa informe de consumidores que votam. E que consomem democracia, os direitos fundamentais, como consomem televisão, pela imagem. Sócrates e o Armani, Passos Coelho e a voz de festival da canção. Nós, e quando digo nós digo o jornalismo na sua decadência e euforia suicidaria, criámos estas criaturas. Os Relvas, os Seguros, os Passos Coelhos, os amigos deles.

O jornalismo, aterrorizado com a ideia de que a cultura é pesada e de que o mundo tem de ser leve, nivelou a inteligência e a memória pelo mais baixo denominador comum, na esteira das televisões generalistas. Nasceu o avatar da cultura de massas que dá pelo nome de light culfure em oposição à destrinça entre high e low. O artista trabalha para o 'mercado', tal como o jornalista, sujeito ao raring das audiências e dos comentários online.

A brigada iletrada, como lhe chama Martin Amis, venceu. Estão admirados? John Carlin, o sul-africano autor do livro que foi adaptado ao cinema por Clint Eastwood, "Invictus", conta que Nelson Mandela e os homens do ANC, na prisão, discutiam acaloradamente, apaixonadamente, Shakespeare. Foram "Júlio César" ou "Macbeth", "Hamlet" ou "Ricardo III" que os acompanharam. Não é um preciosismo. A literatura, o poder das palavras para descrever e incluir o mundo num sistema coerente de pensamento, é, como a filosofia e a história, tão importante como a física ou a álgebra. A grande mostra da Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos é Shakespeare (no British Museum) e não um dono de supermercados ou futebolista.

Os 'heróis' portugueses descrevem-nos. E descrevem a nossa ignorância Passos Coelho é fotografado à entrada do La Féria ou do casino. Um dono de supermercados ou um esperto ministro reformado são os reservatórios do pensamento nacional. Uma artista plástica é incensada não pela obra mas pela capacidade de "agradar ao mercado", transformando-se, pela manifesta ausência de candidatos, em artista oficial do regime. É assim.

Não teria de ser assim. Portugal tem hoje uma pequeníssima elite que consome cultura quase toda velha e sem sucessores. Não estamos sós. Por esse mundo fora, a arte tornou-se cópia e reprodução (daí a predominância dos grandes copiadores de coisas, os chineses), tornou-se matéria tornou-se consumo. Como bem disse Vargas Iiosa, em vez de discutirmos ideias discutimos comida. A gastronomia é uma nova filosofia. Ferran Adriá é o sucessor de Cervantes e de Ortega Y Gasset."
Artigo de Clara Ferreira Leite publicado no Expresso em Junho de 2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Notas de uma visita

Depois de uma visita guiada ao Teatro Nacional de São Carlos aqui ficam algumas notas:

  • a sua construção demorou apenas 6 meses, tendo os meliantes que circulavam pela cidade, nessa época, sido "recrutados" para ajudar na sua construção (grande intendente Pina Manique)
  • a sala de espetáculos é feita, essencialmente, de madeira para ter uma melhor acústica;
  • o salão nobre é muito bonito e está todo forrado com o tecido original francês, mas virado do avesso, aconteceu em meados do século passado durante o restauro de parte do teatro;
  • Fernando Pessoa nasceu na casa em frente ao Teatro, o seu pai era crítico musical e como tal escolheu viver perto da principal sala de espetáculo de Lisboa;
  • Apesar de não parecer, a sala principal tem uma altura enorme; e a estrutura do telhado ainda é a original em madeira, tendo sido apenas reforçado.
  • Estavam a decorrer os ensaios da Ópera infantil "O Gato com Botas" cujos cenários são muito coloridos desenhados por, nada mais nada menos, que Agatha Ruiz de la Prada! Apesar de não apreciar muito ópera, estou a ponderar a hipótese de levar a pequenada a ver "O Gato com Botas", é cantada em português, com duração de 1 hora. É uma experiência diferente, esperemos que eles não digam, como já ouvi alguém dizer "Está a li uma senhora aos berros no palco". Vamos ver... 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sugestão para um serão diferente na capital!

«Um périplo horripilante, de crimes e fantasmas, pelas ruas de Lisboa

Uma empresa de animação dá a conhecer uma capital diferente. Em vez de guias, são atores que se encarregam de liderar o caminho por entre histórias de uma Lisboa de outros tempos. Esta é uma história de fantasmas, para quem acredita neles. Para quem não acredita, então esta é uma história de teatro, onde o palco são as ruas inclinadas do centro histórico da capital, os espectadores são os clientes e os transeuntes ocasionais. Há um ator principal, vestido de capa preta com capuz e lanterna na mão. Os atores secundários, esses são os fantasmas.
O contador de capa preta tem como função fazer ressuscitar os mortos de que fala, com o foco da lanterna na cara ou apontando-o para os edifícios onde eles, os mortos, terão vivido. A história assume contornos de filme policial. O motivo do passeio são crimes e criminosos, lendas e acontecimentos horripilantes da História de Lisboa.»
Extratos de um texto de Catarina Mourão Ferreira.

Para saber mais, consultar ghost-tours 

domingo, 2 de dezembro de 2012

EVOA: sítio a visitar!

A Companhia das Lezírias inaugurou, recentemente, o Espaço de Visitação e Observação de Aves (EVOA) que tem 80 hectares, um centro de interpretação e três lagoas. O EVOA foi criado com o objectivo de proporcionar a observação de muitas das espécies que frequentam a Reserva Natural do Estuário do Tejo e de divulgar mais a riqueza ambiental da zona.  A Companhia das Lezírias espera acolher, no EVOA, 25 a 30 mil visitantes por ano, tendo em conta as taxas de crescimento do turismo de natureza. O EVOA abrirá brevemente ao público, ainda não se conhece a data, mas até lá vale a pena ir preparando uma visita no seu site. Mais um exemplo de algo de bom que se vai fazendo por terras lusas.

sábado, 24 de novembro de 2012

domingo, 12 de agosto de 2012

Livros versus filmes


Os livros são companheiros indispensáveis, que nos permitem vivenciar, explorar inúmeras viagens, relembrar, aprender tantos elementos, às vezes esquecidos ou guardados no fundo do baú, que é a nossa memória, incentivam e permitem-nos, sem remorsos e culpa, dar asas ao nosso imaginário. Um destino turístico não é visto, relembrado e sentido da mesma forma por todos os seus visitantes, o mesmo se passa na leitura de um livro. Por norma, nunca gosto do filme baseado num livro que já li. Há sempre passagens do livro que eu considero importantes e não aparecem no filme e/ou as que aparecem não as interpreto ou imaginei da mesma forma. A leitura de um livro é um voo solitário cujas asas são a imaginação, as vivências, os desejos e esperanças de cada um.  



sábado, 11 de agosto de 2012

(Des)Amor pela cultura


Governo vai vender 60 obras de Miró em leilão público. Migalhas, no que diz respeito ao balanço das contas públicas, mas uma enorme depreciação para as obras deste artista, numa venda por atacado. Porque não expô-los num museu? Seria certamente um bom chamariz. Será que fará o mesmo com as obras de Paula Rêgo, depois da anunciada extinção da fundação com o seu nome? Ou será que lhe devolverá as obras por si  cedidas? Que falta faz um ministro da cultura, uma vez que o secretario de estado da cultura não emitiu qualquer parecer sobre estes temas.

Estantes públicas



Em Porto Alegre, no Brasil, desde 2008, está em curso um projeto muito interessante denominado: estantes públicas.  Estantes com livros foram colocadas junto a paragens de autocarro, em antigos espaços destinados a publicidade, onde os livros são de uso público e da responsabilidade de cada um. Os utilizadores podem relatar, através de sms ou pelo twitter, as suas experiências relativamente ao projeto e/ou aos livros que estas oferecem.
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