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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A Alice, a lógica e o nonsense das campanhas!

É sempre bom e surpreendente reler o livro Alice no País das Maravilha, de Lewis Carroll. Dei por mim a pensar que o nonsense e o surreal desta obra assemelha-se ao que se passa em muitas campanhas eleitorais e na política!
Um lamiré do que andei a ler e a matutar para preparar um pequeno "mergulho", com os meus alunos, na lógica "matemática" de Lewis Carroll, pela mão da sua/nossa eterna amiga Alice.


"Alice: Quanto tempo dura o eterno?
Coelho: As vezes apenas um segundo."

"Alice: ..quatro vezes cinco é doze, e quatro vezes seis é treze, e quatro vezes sete - oh! Assim nunca mais chego a vinte!".

"Rainha: Aqui, vês, é preciso correr o mais depressa possível para ficar no mesmo sítio"

"A sentença primeiro ... depois o veredicto diz a rainha (...) Durante o julgamento, os depoimentos dividem-se:
- O Gato Risonho comeu as rosas e, se não, então foi a Alice que as roubou! - afirmam os soldados vermelhos;
- A Alice não roubou as rosas só se o Gato Risonho não as comeu ou o Coelho Branco passou por aqui - dizem unanimemente os pretos. (...)
Após cuidadosa consideração, o Rei delibera que a ré deve ser ilibada por falta de provas, para grande deceção da Rainha, que ia resmungando que também nunca a deixavam divertir-se nem um pouco."
"

"Podes dizer-me, por favor, como hei-de sair daqui?
- Isso depende muito do sítio para onde quiseres ir - respondeu o Gato.
- Não me interessa muito para onde...- disse Alice.
- Nesse caso, podes ir por um lado qualquer - respondeu o Gato."


"- Deves ter cuidado. É que há dias em que o Gato diz sempre a verdade, mas também há outros em que mente sempre.
Mais à frente, Alice encontra o Gato empoleirado num árvore, muito risonho e, entre dois caminhos opostos, ele aponta-lhe o da direita.
- Como sei que não me estás a enganar? - pergunta Alice, desconfiada.
- Bem- responde o Gato com um sorriso enigmático -, se o melhor caminho é o da direita, então é o da esquerda, e se o melhor caminho é o da esquerda, então é o da direita! 
Alice pensa um pouco, agradece, e segue o caminho da esquerda ..."


"- E como sabes que és louco?
- Para começar, um cão não é louco. Aceitas isso? - perguntou o Gato.
- Creio que sim - respondeu Alice.
- Bem, nesse caso... - continuou o Gato. - Um cão rosna quando está zangado e abana o rabo quando está satisfeito. Ora eu rosno quando estou satisfeito e abano o rabo quando estou zangado. Por isso sou louco. "

in Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll

O que há em mim ...?

"(...) Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser... (...)"

in Poema "O que há em mim é sobretudo cansaço..." de Álvaro de campos

Mantra para a pequenada!

Quase interiorizado ... Quase - palavra chave! 

sábado, 12 de setembro de 2015

Pontaria em cheio é ...!

Convidas alguém para jantar em tua casa que conheces há pouco tempo e com quem tens pouco à vontade, não é das tuas relações mas dos teus filhos. 
Decides usar um ingrediente que nem costumas usar muitas vezes mas, ah e tal, dá bom gosto à comida e tem um efeito visual bonito! 
Azar é a pessoa não gostar, come menos e/ou disfarça. Pontaria em cheio é aquele ingrediente, que nem costumas usar, ser a única coisa a que a pessoa é alérgica! 
Ementa: lombo de porco com ananás
Ementa só para o convidado depois da tomada de conhecimento da alergia: lombinho grelhado (assim em modo de remedeio, feito só para a pessoa)
É um bom começo de relação tipo nora e sogra...não?! 
Sem stress, haja espírito e poder de encaixe ... runs in the family, no problem! Este episódio, valeu umas belas gargalhadas e piadas durante o jantar... e um post! Há jantares e jantares!

O morceguito e a fé inabalável na nossa professora

Final de ano letivo, época de testes, já cheirava a férias, tivemos um furo, um feriado, como lhe chamávamos na altura,que bem que sabiam anunciados pelo famoso 2º toque e dos gritos eufóricos da malta. 
Decidimos ir dar uma volta ao jardim, em frente à escola, no tempo em que "circulação" de crianças não envolvia grandes perigos nem medos. No regresso, avistámos, no passeio, caído um morcego bebé, vivo e desorientado. Era bem pequenininho, cabia em menos de metade da nossa pequena palma da mão, ainda não sabia voar. Achámos que estava condenado a morrer se o deixássemos ali. Com ele na mão, não sabíamos muito bem o que fazer para salvar o pequeno bichinho mas abandoná-lo à sua sorte não era um opção que considerássemos. Até que alguém diz "Já sei, já sei! A nossa professora de Ciências Naturais! De certeza que ela sabe o que devemos fazer para o ajudar! Vamos levá-lo a casa dela!". Todos sabíamos que ela morava em frente à escola, tocámos na 1ª campainha, alguém abriu a porta, os tempos eram, definitivamente, outros, e fomos informados pela sua vizinha qual era a casa da "senhora professora". Subimos, apressadamente, as escada, morceguito nas mãos, e batemos eufóricos à porta. A nossa querida professora abre a porta e fica a olhar para nós com uns olhos arregalados de espanto "Olá! Passa-se alguma coisa? Precisam de ajuda? Estava a corrigir os vossos testes ...", olhando paras a nossas caritas ansiosas, de putos de 7º ano a pensar se teríamos tomada a decisão certa. Mostramos-lhe o morcego, a quem ela fez, sem hesitações, uma pequena festa e, respirando de alívio, contamos-lhe onde o tínhamos encontrado e os nossos receios. Ela foi buscar uma pequena caixa para colocarmos o morcego. Perante os nossos olhares esperançadas, informou-nos "À noite, vou ao jardim deixá-lo mas, provavelmente a mãe vai rejeitá-lo, podemos, no entretanto, tentar dar-lhe umas gotas de leite que ele também deverá rejeitar. Não há muito mais que possamos fazer por ele mas podemos tentar!". Deixámos a nossa professora com os nossos testes e o morcego em mãos, com a noção de missão cumprida. Já a nossa jovem e querida professora, muito provavelmente, acabara de viver um (ou o) dos momentos mais insólito da sua, ainda breve, carreira de professora de Ciências Naturais. No dia seguinte, perguntámos à nossa professora não pelos testes mas pelo morceguito ao que ela respondeu, sabiamente, sorrindo "Deixei-o no jardim, como vos tinha prometido, fizemos tudo o que havia e podia ser feito, agora é deixar a natureza seguir o seu curso!". 
Relembro este episódio como se fosse hoje, há momentos, pessoas e bichos que nos ficam na memória! Aposto que a nossa professora também se recorda deste nosso episódio, apesar de não a vermos há anos :).

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Só fachada!

Só fachada, literalmente, mas o suporte está lá, garantindo que não caía... possivelmente, porque podia colocar em causa a estabilidade dos "vizinhos do lado". No sentido figurado, esta imagem podia, infelizmente, ilustrar tanta coisa neste país, sem dúvida, belo mas que poderia ser também um belo país com muito menos situações de "só fachada" no sentido literal e figurado!
(Rua da Escola Politécnica)


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Mais um número, outra perspetiva

16 000 é o número de crianças, com idade inferior a 5 anos, que morrem por dia em todo o mundo por razões "evitáveis" e contornáveis (fome, falta de acesso aos cuidados básicos de saúde e vacinação, etc.). 
Dados e imagens retirados do relatório da ONU de 2015 (pag. 5 e 8)
Apesar da situação dramática que vivem os refugiados convém não esquecer todos as outras crianças que, não aparecendo nas capas dos jornais, merecem, igualmente, a nossa ajuda e solidariedade ... ou não?
"Longe da vista, longe do coração". 

Unplugged

Entrámos em modo rewind nos dois últimos post e assim devemos continuar. Preguicite aguda das, e nas, férias e uns dias sem internet e sem telemóvel e apetece continuar assim e, agora, PUFFFF ... muita coisa para contar! Deve demorar uns dias a pôr a "casa" em dia! 
E, depois aparecem cenas no mail (tipo a em baixo), só me faz lembrar a praga malta dos selfie sticks sempre em punho... até fico com urticária e a vontade fraqueja muito!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Resumindo este blogue em duas imagens!

(aqui e aqui)

"Quando começas uma viagem, sais de casa com a mala às costas e com muita vontade de viver novas aventuras. Mas, pelo contrário, o regresso é um pouco mais difícil. O fim de férias significa voltar a casa, desfazer as malas, fazer máquinas de roupa e começar tudo de novo. A única forma para que o regresso à rotina não seja tão doloroso é fechar os olhos e recordar os lugares por onde passaste e onde te divertiste à grande!"

Há os livros e os álbuns para mais tarde recordar e depois ... há este blog destrambelhado :). Duas imagens que traduzem bem o que muito, frequentemente, se passa por aqui!

sábado, 29 de agosto de 2015

Serei só eu que acho isto estranhissímo ...

- Malta que se aloja numa praia e se fica pela piscina;
- Malta que sai da praia às 17h00 ou antes;
- Malta que vai com crianças pequenas à hora de almoço para a praia;
- Malta que espera 2 horas numa fila para se poder sentar para almoçar/jantar;
- Malta que aprecia praias em que não se sente o vento dada a densidade populacional por metro quadrado, um mar de gente no sentido literal e figurado;

- As inúmeras obras de requalificação que se encontram por terras do litoral algarvias no pico da season (só alguns exemplo: ilha do farol, marginal entre o Barril e Santa Luzia, etc). A requalificação é, geralmente, uma boa aposta mas não seria de evitar começá-la nestes 2 meses em que a população aumenta exponencialmente, dificultando o "trabalho" de tudo e de todos?. Enfim, ... calendarizações e/ou falta de visão de jogo? 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Guilty pleasure

Depois de um dia em cheio com a pequenada, a paz e o silêncio durante um belo duche quente são divinais ... às vezes apetece-me ficar só mais um bocadinho!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Saber dizer não!

A Up to Kids traduziu um post de uma professora de 1º ciclo, nos EUA, intitulado "Para a mãe da criança que estava aos berros na feira do livro da escola". Relata um episódio presenciado por ela numa feira do livro escolar onde, apesar da birra estridente do filho, a mãe não cedeu. Um artigo interessante contado por alguém que, aparentemente, não conhecia nem a mãe nem a criança em questão, e que acompanhou de longe o desenvolvimento da situação onde, natural e provavelmente, lhe escaparam alguns pormenores, ações e trocas de palavras. É um post que acima de tudo, enaltece a postura firme da mãe face à birra do filho, ao aparato que esta causou e os olhares (reprovadores, incomodados e apreciadores) das restantes pessoas que se encontravam a assistir à cena. Basta ler os comentários ao texto publicado na Up to Kids para compreender a grande diversidade de pais que podemos encontrar hoje em dia e das conclusões que cada um tira do descrito. 
Se há quem ache excelente a atitude desta mãe, não faltam os que a recriminam sendo as razões vários porque: não ralhou com a criança quando a arranhou ou quando lhe chamou nome ou porque falou com ele como se ele fosse um adulto ou porque a criança não sabe nem percebe o que são euros ou ... enfim, é só ler os comentários e apreciar as acusações! Ao ler os comentários, ocorre-me apenas observar mais uma vez que "Quando o sábio aponto para a lua, o idiota olha para o dedo!". 
Admiro muito esta malta que tem filhos super bem comportados, que nunca fazem uma birra, que não fazem barulho, que nunca partem um prato e são um modelo de perfeição e superam-se a si próprios e aos outros a cada instante, que nunca irritam os pais, nem os levam a exaltar-se e/ou a levantar o tom de voz, que não os tiram, por vezes, completamente do sério e cujos pais sabem, com toda a convicção, a maneira correta de atuar em toda e qualquer situação, podendo por isso, do alto do seu pedestal apontar o dedo aos restantes e apregoá-la aos sete ventos. 
Por aqui são os 3 bastantes pestinhas, cada um à sua maneira, falam alto, fazem muito barulho (são 3, para quem tem só 1 filho basta imaginar como é quando se juntam com amigos que têm crianças ou familiares, no nosso caso, eles estão em permanência sempre juntos e sempre em festa), têm ideias malucas, dizemos NÃO, com muita frequência, somos apelidados de "Maus" sempre que isso acontece e respodemos normalmente "Gosto muito de ti. Sou má ou mau mas tenho um filho/a muito bom/boa" tiram-nos do sério com alguma frequênica, exaltamo-nos, falhamos muitas vezes, pedimos desculpa, eles pedem desculpa e cá vamos andando/crescendo felizes e contente da vida. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Snail mail/blog!

Na era das novas tecnologias, receber uma carta de um amigo (as contas não interessam a ninguém), é coisa rara,  talvez por vivermos num ritmo acelerado em que predomina a comunicação (quase) imediata: sms, mails, redes sociais e afins! 
Foram muitas dezenas de postais e de cartas que enviei, e recebi, em tempos idos, quando a malta amiga ia de férias, dos Pen friends, que na altura estavam na moda, dos amigos do campo de férias e familiares! A pequenada, volte e meia, ao abrir os "baús" espanta-se sempre "Tantas cartas! Olha esta é do pai, esta da A., esta da prima J., quem é esta/e? Olha que letra tão bonita tinha ..." Pimpolha mais velha sorri ao ler algumas, imaginando provavelmente, que poderia bem ser uma possível "conversa" escrita com uma das suas amigas, há assuntos/temas/conversas intemporais e "obrigatórios" em determinadas idades!
Havia qualquer coisa de especial, um misto de ansiedade e magia, na espera pela "volta do correio"! Nostalgia minha...  


A passo de caracol, têm andado as publicações por aqui, com umas semanas de atraso, mas devagar se vai ao longe! 
Pequenada anda ao rubro, pequeno do meio lidera a corrida de quem faz mais tonteiras por dia (ou será por hora?), seguida de perto pela sua mana mais nova, a sua alegre e eterna defensora e, aparentemente, seguidora da sua linha de ação e pensamento a que acresce a veia refilona da mãe, dizem por aí. HELP :)! 
Se um diz mata, o outro diz esfola e o terceiro elemento diz vamos repetir? Varia quem toma a iniciativa mas o lema é sempre o mesmo. Têm uma energia infinita e dão com frequência largas à sua imaginação prodigiosa, discutem, gritam, e brigam, exasperam-nos vezes sem conta, esgotam-nos todas as reservas de paciência mas, essencialmente e acima de tudo, transbordam vivacidade, são FELIZES! 
A ver se este verão, os incentivamos a escrever uns postais para amigos e família. Prevejo que pimpolha mais velha vai adorar a ideia mas o postal não chegará para contar todos os pormenores que deseja terá que completar com uma carta, já pequeno do meio vai achar que o espaço do postal é demasiado grande pois ele nunca faz "Nada de especial!" (ahahah!) e irá ignorar, ao seu belo estilo até o deixarem, uma vez que está mais à vontade com os números do que com as letras, e achará que enquanto escreve está a perder a oportunidade de viver mil e um aventuras [a juntar às do "Nada de especial"! Vale a pena tentar, vamos ver no que dá ... quem sabe se não recebem algo na "volta do correio" :)

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Ser mãe .. ou pai!

É querer e "lutar" pelo melhor para as nossas crias, não desanimar da tarefa árdua que é educar mesmo quando estamos cansados e extenuados de lutar contra a maré, os seus humores e, por vezes, os dos outros, é "mostrar-lhes", e não "dar-lhes", o mundo, dando-lhes a conhecer caminhos/alternativas, expectantes que pisem/sigam os que consideramos ideais, é deixá-los "cair em segurança", incentivando, de seguida que se levantem de cabeça erguida e valorizem o esforço/coragem necessários para o fazer, questionando "O que aprendeste?", porque há situações que têm, e devem, ser vivenciadas e que valem mais que 1000 avisos, é aceitar que, a partir de determinada idade, há muitos trilhos/encruzilhadas com que se irão deparar que envolvem escolhas, muitas vezes difíceis, mas que estas são suas e pessoais, esperando, nessa altura, ter-lhe fornecido as "ferramentas" para realizarem uma escolha consciente e assertiva, aceitando e respeitando a sua escolha e a liberdade de o fazer, não encarando as mesmas como falhas nossas mas como opções deles e que a partir de determinada idade são tão ou mais válidas do que as nossas! Ser Mãe, ou Pai, com todos estes atributos em dose q.b é, certamente, umas das tarefas mais difíceis!
Tenho pensado muito no relato "Onde é que eu errei?" de há uns dias para cá. Emotivo, corajoso, marcante e elucidativo do quanto uma "viagem", no universo de mãe/pai, pode mudar de rumo inesperadamente!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

E, porque regressamos, alegremenete, à escola em setembro?

Quando ando meio farta, cansada e desatinada com coisas e cenas da escola e me saio com um "Só me apetece é mudar de profissão, estou farta!", excelentíssimo esposo apenas sorri dizendo "Como se fosses capaz ...! Ias morrer de saudades, divertes-te à brava nas tuas aulas e com os teus alunos e nós também a ouvir-te!". Tem, provavelmente, razão em todas a suas alegações...e é verdade que a pequenada meia volta pede "Vá lá conta lá a história daquele teu aluno ...". Mas há dias e dias ...
Enfim ... mais um devaneio meu no blogue Com Regras:  "E, porque regressamos, alegremente, à escola, em setembro?" 

sábado, 11 de julho de 2015

Pequenos e grandes pormenores ...

Em pequenas coisas, vamos-nos apercebendo como eles estão crescidos: o protetor solar que, em condições e utilizações idênticas, durava 4 semanas, agora só dá para 2 semanas!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Basta jogar com atenção e conhecer o terreno!

A média das notas do exame de matemática de 9ºano, relativamente ao do ano passado, desceu de 51% para 48% e metade dos alunos que realizaram a prova tiveram negativa. É de salientar, no entanto, que o coeficiente de correlação entre a nota de frequência (dada pelo professor) e a nota obtida no exame, 0,78. 
Preferiria ter-me enganado mas contra factos não há argumentos: número de alunos com nível 1 aumentou exponencialmente, pela 1ª vez, corrigi várias provas com 0%. A fotografia não ficou mais bonita apesar dos pozinhos de pirlimpimpim, comunicados a 3 dias da entrega dos exames, que obrigaram cada classificadores a rever 5 perguntas, em cerca de 50 exames, para pontuar coisas que enfim...aplicando o rigor do Crato, o meu ou o de qualquer professor de matemática seriam cotadas como zero. 
APM e SPM surpreendidos com a descida da média e o elevado número de níveis 1, talvez a razão da sua surpresa se deva apenas a não trabalharem no terreno mas eu ajudo e relembro!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A Siri tem sentido de humor!

Siri é um software da apple que consiste numa "assistente pessoal digital" presente na maioria dos iphone, ipads e ipod [icoisas recentes]. Basta perguntar à Siri que ela ajuda e responde, se tiver dúvidas a Siri pergunta ou pede mais informações ao utilizador. À questão: "Quanto é 0/0?", a Siri responde sem hesitações "0/0=Indeterminado" e a seguir, em alguns casos, complementa a informação dizendo: "Imagina que tens zero bolachas e queres dividi-las, igualmente, por zero amigos. Com quantas bolachas fica cada amigo? Repara que nesta situação: o monstro das bolachas fica triste por que não há bolachas e tu também porque não tens amigos!". 
Gosto deste apurado e refinado sentido de humor e de oportunidade da Siri. Acho que não vou resistir a fazer minhas as palavras da Siri em situações futuras. 
Para uma resposta mais técnica da razão pela qual 0/0= é indeterminado, consultar o grande Wolfram

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A vida não é justa!

No último dia de aulas, estava toda animada, finalmente chegavam as tão ansiadas férias, cheia de planos ... De repente, numa urgência "banal", surge a suspeita, dois dias mais tarde a confirmação e, no seu 3º dia de férias, vê-se internada, no IPO, a fazer quimioterapia, diagnóstico: leucemia. Mais uma vez, fico abismada e sem reação, só me ocorre "Como é possível? Caramba, a vida não é justa!". 
Sem saber bem o que dizer, telefonei à mãe, que quase de imediato me disse "Fale com ela, vou passar-lhe o telefone!". Senti um nó na garganta, naqueles milésimos de segundo em que o telefone trocou de mãos, e do outro lado surge um "Olá, Stôra!" igual, e com a mesma energia, que lhe ouvi tantas e tantas vezes, e sorri. Ao falar com a mãe e com a filha, por momentos, pareceu-me, ironicamente, que eu é que estava a precisar de ser consolada. Falaram do próximo ano letivo, das possíveis medidas/precauções a tomar, das fotografias que não seriam atualizadas porque lhe iria cair o cabelo, e ao ouvi-las não pode deixar de as admirar profundamente pela: coragem, força, o otismo, a "normalidade" com que, aparentemente, estão a encarar/viver um momento cheio de incertezas e de muito sofrimento.
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