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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Bravo, Maestro José!

Os trabalhos de férias de verão que um professor (espanhol), de 1º ciclo, 1º ano, recomendou aos seus alunos e respetivos pais. 
Brilhante, de uma sensibilidade e bom senso excepcional! 
Requer continuação e extensão/adaptação aos restantes anos :)  
Por aqui já há muito que fazemos mais ou menos isto!
Encontrado aqui.

terça-feira, 14 de julho de 2015

No arborismo como na vida ...

Miúdos alinhados, atentos, alguns com um ar preocupado, o monitor, depois de ter enviado uns quantos pais ansiosos e extremosos para a retaguarda, sabiamente, avisa "Não há aqui ninguém que não tenha medo. Todos temos, é normal ... não se preocupem se caírem o cabo que vos prende aguenta com várias toneladas! O segredo, na 1ª volta, é não olhar para baixo, olhar sempre em frente. O mais importante é não desistir sem tentar!" Sorri ao ouvi-lo, as suas sábias palavras são regras que se aplicam muito para além do arborismo! 
Pela primeira vez, vi muitos miúdos a desistir sem completar a 1ª volta ao circuito, apesar de todas as tentativas do monitor, primeiro usando a lógica, transmitindo calma e segurança, e depois a rigidez militar necessária, perante uma criança que só chora e não ouve "Aqui em cima isto não é uma democracia, estás a impedir que os outros avancem! Ainda não tentaste e, se o fizeres consegues, depois decides se queres continuar ou não mas tens de avançar até à plataforma ... ou andas ou vou ter que te puxar e vens pendurado!". 
Cá em baixo, os pais fitam a criança e o monitor, a juntar à sua apreensão inicial, junta-se uma angústia e uma certa "vergonha" face à postura chorosa e desistente da criança lá em cima, acompanhada de um enorme alívio quando a veem, finalmente, no seu entender, "sã e salva", a seu lado e em terra firme.
Protege-se demais, em situações seguras e controladas: ansiedades, preocupações, medos, que, inicialmente, não são das crianças, mas sim dos seus pais, rapidamente, se tornam suas, inibindo-os de aceitar desafios e conhecer os seus limites! Nesta, como em muitas outras situações, ser um observador distante, mas atento, perante os desafios que os miúdos vivem/enfrentam, parece-me essencial, para aprenderem a gerir os seus medos, testar os seus limites, aceitar os desafios com naturalidade, mantendo uma mente aberta face aos mesmos. 
Enfrentamos desafios, de várias naturezas, ao longo da nossa vida, estimular o "Nunca desistir, sem antes tentar!" deve ser feito desde pequeno, face a qualquer desafio que seja adequado à sua idade, obviamente!

Aqui por casa, pequeno do meio, ponderou várias vezes, cair propositadamente para experimentar a emoção e a adrenalina de ficar pendurado, face ao nosso aviso, reforçado pelo monitor, "Se caíres, de propósito ficas aí uns tempos, para apreciar bem", ponderou e hesitou, com o seu sorriso maroto espelhado, mas achou por bem não experimentar. O que os pequenos mais velhos não prescindiram foi de experimentar correr no percurso e fazer slide de cabeça para baixo sobre o olhar atento e "invejoso" da mais pequena que proferia um "Para a próxima também vou, já sou alta!" :) Pimpolha mais velha confessa "Tenho sempre um pouco de medo quando subo mas depois quando começo é muito fixe!", já pequeno do meio "Medo? Medo, eu? BAHHHH!"

segunda-feira, 29 de junho de 2015

"The secret to raising smart kids"

Um artigo longo, mas muito interessante, com o qual concordo, na íntegra, enquanto mãe e professora. Baseia-se em três ideias simples que me esforço por transmitir tanto à pequenada da casa como a todos os que me "passam pelas mãos" todos os anos. Infelizmente, verifico que pais, alunos e alguns professores, valorizam e estão, talvez cada vez excessivamente, mais centrados nos resultados do que nas aprendizagens. 

As três ideias simples são: 
1. mais importante que elogiar a inteligência e as capacidades das crianças é valorizar o seu esforço/ empenho e dedicação.

Se uma criança obtém boas notas, sem grandes esforço, e elogiamos a sua inteligência, ela associa o seu bom desempenho a este dom que considera inato e imutável. Acreditando que a sua inteligência é um dom inato, encara os desafios, os erros e a necessidade de se esforçar para superar uma determinada tarefa como uma ameaça ao seu ego e não como uma forma de melhorar o seu desempenho. Surgem sentimentos de falta de confiança e desmotivação quando considera que as tarefas não são fáceis, face ao erro, atribui a sua falha à falta de capacidades e sente-se impotente/incapaz de melhor. Evita ser confrontado com novos desafios, pois a sua resolução envolve, nas primeiras abordagens, um ricos elevado de erro, o que a faz, na sua perspetiva, parecer menos inteligente;

2. muito mais importantes que ter boas notas é aprender e perceber que só se consegue fazê-lo com um trabalho, muitas vezes árduo e persistente, onde é importante aprender a não desistir; 

As crianças que associam os seus resultados escolares ao esforço, estudo realizado, quando confrontadas com um mau resultado, reagem "para a próxima estudo e empenho-me mais", pois consideram a inteligência maleável e trabalhável, passível de incrementação. Ao invés, as crianças que atribuem o mérito dos seus resultados escolares à sua inteligência, quando confrontados com uma mau resultados, desistem e pensam que não há nada a fazer, para elas, a inteligência é imutável! 

3. mais importante que o "resultado final" é o processo que nos proporcionou alcançar o sucesso

Esforço, empenho dedicação, trabalho árduo, aprender a não desistir face aos desafio e à adversidade, são característica que todos identificamos para o sucesso, ou na boa performance, de um atleta de alta competição. Esta é também a receita para o sucesso na disciplina de Matemática, por muitas capacidades que se tenha, haverá/surgirá sempre um problema e uma altura que não serão o suficiente. Sou muito má, neste aspeto, para os meus alunos e para a pequenada da casa, faço questão de lhes demonstrar isto, todos os dias e que não se aplica só a eles mas também a mim! Ouço muitas, demasiadas, vezes "É difícil, é preciso pensar!" e a minha resposta é sempre a mesma "Keep trying!", dando-lhes a seguir umas pequenas luzes sobre um possível caminho a seguir. Mais do que transformá-los em esponjas absorventes de conhecimento e massa acrítica, o grande desafio é ensiná-los a  pensar, a questionar, a construir as suas aprendizagens, tornando isto um hábito e um gosto. É extremamente difícil esta tarefa, e encontra muita resistência em muitos alunos e E.E., os resultados não surgem de um dia para o outro, constroem-se! A longo prazo, dá frutos bons e suculentos: gente que sabe pensar e o faz frequente e abundantemente! 

Algumas citações do texto:
"(...) In particular, attributing poor performance to a lack of ability depresses motivation more than does the belief that lack of effort is to blame. (...)"

"(...) the most persistent students do not ruminate about their own failure much at all but instead think of mistakes as problems to be solved. (...)"


"(...) The students with a growth mind-set felt that learning was a more important goal in school than getting good grades. In addition, they held hard work in high regard, believing that the more you labored at something, the better you would become at it. They understood that even geniuses have to work hard for their great accomplishments. Confronted by a setback such as a disappointing test grade, students with a growth mind-set said they would study harder or try a different strategy for mastering the material. (...)"
"(...)The students who held a fixed mind-set, however, were concerned about looking smart with less regard for learning. They had negative views of effort, believing that having to work hard at something was a sign of low ability. They thought that a person with talent or intelligence did not need to work hard to do well. Attributing a bad grade to their own lack of ability, those with a fixed mind-set said that they would study less in the future, try never to take that subject again and consider cheating on future tests.(...)"
"(...) How do we transmit a growth mind-set to our children? One way is by telling stories about achievements that result from hard work. For instance, talking about mathematical geniuses who were more or less born that way puts students in a fixed mind-set, but descriptions of great mathematicians who fell in love with math and developed amazing skills engenders a growth mind-set, our studies have shown. People also communicate mind-sets through praise. Although many, if not most, parents believe that they should build up children by telling them how brilliant and talented they are, our research suggests that this is misguided. (...)"

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Erros/ recompensas

Um erro comum, numa sociedade consumista, onde as recompensas materiais imperam, grrrrr! 
(publicidade recebida por mail)

sábado, 9 de maio de 2015

"Os exames fazem bem às crianças"

Um artigo muito interessante de Eduardo Sá sobre os Exames, no qual me revejo na íntegra como mãe e como professora. As coisas assumem a importância que lhes damos e, nos mais pequenos, os exames devem ser encarado como apenas mais um teste, como tantos outros que realizam ao longo do ano, sem grandes alaridos nem stress.

"Muitos filhos são objetivos curriculares e projetos de carreira para os seus pais. E isso não pode ser! As crianças precisam de errar para aprender. E, portanto, não é por se ser, hoje, um "pequeno génio" que, amanhã, se será uma pessoa perseverante e afoita e um inequívoco vencedor. Ou seja, não é por se ganhar nos 100 metros que se tem "pulmão" para a maratona. Sendo assim, não faz nada mal que as crianças comecem, de pequeninas, a ficar com um friozinho na barriga antes de cada prova. E que vacilem e tremam e se engasguem ou se enganem. Mesmo que seja assim, os exames fazem bem às crianças. Funcionam, de certo modo, como as histórias de arrepios. Trazem algum medo para dentro delas, é verdade, mas obrigam-nos a não fugir dele. Os medos nunca são estúpidos. E são - sempre! - um exercício de sabedoria. Mesmo que comuniquem connosco de uma forma encriptada e pareçam ser qualquer coisa entre o esquisito e o bizarro.
Seja como for, as crianças mais frágeis não são aquelas que ficam cheias de tremeliques, quando têm medo, mas todas as outras que os evitam, por mais que pareçam estar acima deles. Por outras palavras: a melhor forma de ficar preso a um medo é fugir dele. Por isso mesmo, eu gosto que as crianças façam  exames. E que "vão a jogo" em campeonatos  nacionais (diferentes, em quase tudo, do "jogar em casa" a que elas estão, invariavelmente, habituadas). Assim quem esteja em avaliação sejam, muito mais, as pessoas que as ensinam, quem promove o ensino, e quem o acarinha e o acalenta na retaguarda. Muito mais do que, propriamente, os alunos. De qualquer forma, crianças habituadas a afrontar o medo e a ficar, primeiro, um bocadinho "burras" diante dele e, logo a seguir (mesmo mordendo a língua), aprendendo a soltar-se e a pensar, são crianças que se tornam mais robustas, mais afoitas e, já agora, mais humildes. Devia, no entanto, ser proibido, nestas alturas em que os exames se avizinham, que os professores falem mais deles do que da importância das crianças se engasgarem, para que, depois, ousem vencer.
E devíamos proibir que as escolas vejam num exame a oportunidade de mostrarem ao mundo que elas, as escolas, são "sobredotadas" e que os seus meninos serão mais ou menos geniais. Nem que isso se faça inventando dislexias e outros presumíveis "defeitos" (das crianças, pois claro), para pôr batotice onde os alunos põem respeito e lealdade. E devia ser proibido que as escolas escondam os meninos que tiveram níveis negativos, em vez de mostrarem como foram capazes de os recuperar da negativa até aos bons resultados. Porque desse modo, e pela forma como mostram que sabem aprender com os seus erros, ensinem a todas as crianças o bom exemplo de nunca desistir, demonstrando, inclusive, que os erros se consertam com parcerias de sucesso.
E devia, ainda, proibir-se que os pais perguntem, todos os dias, como correu a escola e como está a preparação para os exames, como se mais nada, na vida das crianças, valesse a pena. E que, nestas alturas, se recorra a explicações e mais explicações como se, muito mais do que a forma como aprendem, e o bom uso que farão com tudo isso, contasse a nota, só a nota, e nada mais. E, finalmente, devia proibir-se que os pais perguntem às crianças, a propósito de um exame, se estão com medo, ou que lhes digam que não vale a pena ter medo ou que deem gotinhas ou chás de ervas medicinais para o medo. Chega de tanto medo! Os melhores ansiolíticos das crianças são sempre os pais., quando não se transformam em gelatina da Royal, diante dos medos dos filhos. E o pior dos medos dos pais é o medo que eles parecem ter quando, diante de um filho assustadote, encontram uma oportunidade para lhe dizerem, pelos seus atos: "Socorro! Não estejas com medo! Porque já percebeste como eu me assusto e, depois, não sou capaz!"."
                                                                         Eduardo Sá - texto retirado daqui

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Reclamação de uma Encarregada de Educação

"Venho cá reclamar com a professora xxxx que deu negativa no trabalho do meu filho, quando eu paguei 45€ para alguém lho fazer por isso de certeza que estava bem feito!" - Encarregada de Educação de um aluno de 9ºano.

Um pequeno exemplo, mas revelador, das muitas coisas (atrocidades) que se ouvem, hoje em dia, nas escolas!  Um futuro, claramente, comprometido/corrompido em tantas vertentes, é assustador!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

"O MEU NOME É UVA PASSA, SOU MÃE, E SOU DEPENDENTE."

"Estamos a caminhar vertiginosamente para níveis severos de dependência, onde miúdos de 13 anos são compulsivamente internados em clínicas de recuperação, como se no passado vivessem ao caídos pelas ruas, arrumando carros, desarrumando a vida, destruindo o corpo, miúdos de 13 anos, crianças imberbes, internados com depressões profundas e novas, sem cura, provocadas pela abstinência.....tecnológica." 
retirado do blogue da Uva Passa - um aperitivo para o seu excelente artigo na Up to Lisbon Kids sobre esta temática. 
Recomendo vivamente a leitura!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Uma dica para ajudar os míudos a não perder o fio à meada na Matemática - "Novo Barrinhas"

As dificuldades, sentidas por muita crianças, na disciplina de matemática, são amplamente debatidas e todos, ou quase todos, têm sempre um razão/justificação a apresentar, sendo a mais comum "Eu nunca fui bom, nunca gostei de matemática, o meu filho é como eu!" ou então "O problema são os professores que não sabem explicar!". 
Gostar de matemática e ter capacidade para aprender matemática e/ou compreender um raciocínio matemática são coisas muito distintas e nada têm a ver com genética, até prova em contrário. 
A principal dificuldade prende-se, no meu entender, com o raciocínio abstracto requerido que, muitas vezes, os alunos não têm bem desenvolvido, o que os leva a não adquirir e/ou compreender noções fundamentais, transformando-se depois numa bola neve pois os conhecimentos estão encadeados e dependentes uns dos outros! 
Os novos programas vêm, em grande escala, contribuir para isto pois introduzem, no meu entender precocemente, noções abstractas cada vez mais cedo, como por exemplo, a noção de fração, de fração equivalente e de soma de frações, temas que começam a ser abordados no 2º ano e antes eram abordados a partir do 5ºano. Decorar não é o segredo, é preciso perceber, para se conseguir aplicar em qualquer situação, e para perceber é necessário concretizar/visualizar. É isto que faz o livro "O Novo Barrinhas" no estudo das frações e na resolução de problemas, concretiza, usando barrinhas e quadradinhos, facilitando, e muito, a resolução de problemas e a interiorização da metodologia (passos) a seguir na sua resolução. É um sistema que ajuda os alunos a representar os dados do problema, a compreender o que é pedido, é um método e uma forma de organizar/sistematizar o pensamento que fica e que se aplica em anos vindouros. Há problemas com frações, no 7º, 8º e 9ºano, que ensino os meus alunos a resolver usando o "barrinhas", não é mecânico, não é uma receita, é perceber, representar e analisar se temos que multiplicar, dividir, somar ou subtrair. O essencial é aprender a PENSAR e exercitar e estes livros ensinam como fazer ambos. Os livros do Barrinhas, há um para cada ano de escolaridade do  1º ciclo, estão organizados da seguinte forma 3 exercícios resolvidos, passo por passo, e depois tem muitos exercícios para aplicar o método. Recomendo vivamente, sou fã!
 
(o preço de cada livro anda à volta dos 5€ na fnac, wook, bertrand, etc) 















O segredo está entre o 3º/4º ano e o 6ºano evitar que os miúdos percam o fio à meada, porque perdendo, é muito, muito mais difícil recuperá-lo pois não é só a falta de conhecimento mas o próprio aluno achar que nunca conseguirá: "porque nunca percebeu nada e já é assim há muitos anos" e no 7º/8º ano já dão a disciplina como perdida, desistem sem qualquer esforço :( !

domingo, 18 de janeiro de 2015

Fábrica de exames chinesa

Um artigo extenso, assustador mas muito interessante! O mote da "fábrica" em questão é "Não é com a inteligência que competimos, mas com o trabalho árduo.”, não há tomadas, computadores nas salas de aula, acessos à internet, cafés ou bares na terra onde se situa a fábrica, para não haver distrações para os alunos. São três anos de estudo/preparação intensa para o exame de acesso ao ensino universitário, só param 3 horas ao domingo, o restante tempo é dedicado ao estudo e à realização de muitos testes cujos resultados são afixados semanalmente. Pais pagam propinas e alojamento, fazendo grandes sacrifícios, para que os filhos possam escapar a uma vida dura, como a sua, e de todos os outros que não têm estudo, de trabalho nos campos, na construção civil e em unidades fabris. Pressão, muito pressão para os alunos, pais e professores... Vale mesmo a pena ler Dentro de uma fábrico de exames chinesa

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Delicioso ... como é que os bebés são feitos explicado às crianças!

O meu preferido


Em execuo com este

E um apanhado geral da conversa de 5 crianças, com os respetivos pais, no final se pode assistir à conversa completa com cada criança ... Quase tão bom como ver a reação das crianças é analisar as abordagens escolhida pelos pais sobre :) 

Pimpolha mais velha preste a dar o sistema reprodutor e vendo as perguntas que tem feito sobre o sistema respiratório e sistema digestivo, que já deu na escola, imagino que viveremos uma situação hilariante e muito parecida com esta dentro em breve ...  Tendo em conta que quando vê duas pessoas a beijarem-se na boca a sua reação imediata é "C´a nojo!", vai ser giro de ver ... Os manos mais pequenos estão a leste do paraíso, imaginem quem vai ser o "Nick" (ver 1º vídeo) cá de casa?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Duolingo - pequena a aprender novas línguas!

Tudo começou porque a pimpolha mais velha queria aprender a falar francês, não faço ideia porquê! O pai, de quando em vez, desenferruja o seu alemão com o curso da Duolingo (gratuito), mostrou-lhe a aplicação em busca do tão desejado francês, não havia! Mas a pequena entusiasmou-se de tal maneira que já fez 3 ou 4 níveis de espanhol e mais uns quantos de inglês! De utilização simples e um pouco repetitivo nos conteúdos mas pai e filha parecem estar muito contentes! Vale a pena experimentar!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A powerfull lesson









Ihihihih, depois do copo meio vazio ou meio cheio, esta é bem capaz de ser a próxima grande lição que vou dar aos meus alunos ... É só esperar pelo momento certo ...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Arrepiantemente preocupante!

Este ano promete ser eventuoso...
Tem 12 anos, e esteve, durante 15 minutos, a descrever-me, entusiasticamente, os jogos horripilantes que joga no computador: os coelhos que matam e perseguem pessoas mas, atenção, são cor de rosas, o slender man que até já lhe apertou o pescoço, pizzarias onde os robots ganham vida e fazem sei lá o quê. E termina a dizer-me assim "O pior depois são os pesadelos. Não gosto nada!" E passa a descrever em pormenor um dos pesadelo que teve que, até a mim, me deixou toda arrepiada. 
Tem 13 anos e diz-me "Adoro Creepy Pasta, são uma inspiração para mim!" E eu que nunca tinha ouvido falar de Creepy Pasta pela sua descrição fiquei completamene abismada!
E o que têm estes dois meninos em comum, para além do gosto por cenas de terror? Uma sonolência terrível nas aulas para além de um ar meio sorumbático! 
Onde andam os pais destas crianças e o seu, tão famoso, controlo parental? Pois, não sei... mas estes 2 meninos têm o assunto resolvido, durante uns tempos vão descansar as suas ideias destas cenas maradas, nada como um telefonema a alertar. Resta saber durante quanto tempo durará a proibição ... 
E os outros, os que ninguém se apercebe, os discretos, os que andarão a fazer horas a fio na internet? Alguns a tirar ideias para, por exemplo, se fingirem todos de mortos numa aula, quando a professora se vira para o quadro [pode parecer engraçado mas diz quem viu que é assustador]; outros andarão a ver coisas bem piores...Socorro, não tenho paciência, nem tempo, para estas parvoeiras ...
Cada vez me convenço mais, e ponho em prática, que ipad, as restantes icoisas e tecnologias não fazem falta nenhuma, muito pelo contrário, a esta malta pequena/jovem (um belo e interressante artigo sobre o assunto).

sábado, 1 de novembro de 2014

"Vem aí a super-esquadra-mega-agrupamento-escolar"

Haja espírito, bom humor e muita paciência para tanto relatório e um Ministério tão, tão , hummmm, diferente, onde tudo vai de mal a pior, e já vários abandonaram o barco, mas o ministro afirma que "Vamos na direção certa"! A direção deve ser esta suponho..."Vem aí a super-esquadra-mega-agrupamento-escolar", muito bom, recomendo a leitura atenta e que se deixem imbuir pelo espírito!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Interessante...

"De uma entrevista de 12.07.2014, do semanário holandês Elsevier ao filósofo Alain Finkielkraut:
Elsevier: O senhor critica severamente o sistema de ensino e deseja que os professores reganhem o poder que antigamente tinham. Será isso ainda possível?
Finkielkraut: Numa democracia nem tudo pode ser democrático, e a escola certamente que não. Há diferença entre os alunos e os professores. Porque queremos que as crianças de tenra idade também participem, é-lhes dada a palavra sem ainda dominarem a língua.
Por que razão se deseja suprimir o método clássico, em que o mestre fala? Porque há smartphones? Não precisam de aprender porque têm todo o conhecimento ao alcance da mão?
De modo nenhum, pois se não fizerem esforço para ouvir e aprender nada sabem. Não vejo porque razão devemos adaptar o ensino às novas tecnologias. Bem ao contrário, as novas tecnologias obrigam-nos a manter o ensino como sempre foi. Li há pouco que os dirigentes de grandes empresas tecnológicas como Yahoo e Facebook matriculam os seus filhos em escolas totalmente isoladas (da modernidade), sem computadores. Com quadros negros, giz e livros, estantes cheias de livros que se podem manusear. Esses já compreenderam."
Retirado daqui

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Exames

Professores de matemática defendem fim dos exames nacionais - Tretas, alguns professores defendem ...mais uma entre tantas que se ouvem sempre que começa a época de exames!

Não percebo esta polémica acerca dos exames "Que não avaliam o que os alunos sabem", "transforma as escolas em centro de treino", "a escola a formatar crianças",  "porque conta muito para a nota", "as crianças ficam nervosas..." e sei lá que mais ouvi e li desde meados de maio quando começaram os exames (4º e 6º ano).
O exame conta muito? Nem muito nem pouco, tem um peso de 30% na nota final da disciplina. Se os exames avaliam tudo? Com certeza que não e é por isso que têm um peso apenas de 30%. Se deixa as crianças nervosas? Há crianças à beira de um ataque de nervos sempre que realizam um teste de qualquer disciplina durante o ano letivo. No ensino básico, o exame deve ser encarado como qualquer outro teste, por pais, professores e alunos, só tem implicações na nota de frequência se o aluno tiver um desempenho muito díspare do atribuído pelo professor (exemplo: nível atribuída pelo professor for 3 e o aluno tiver nível 1 no exame, é-lhe atribuído o nível final de 2). A ansiedade nos alunos mais pequenos é muitas vezes provocada pela ansiedade, e às vezes uma exigência extremosa, dos próprios pais e alguns professores. Os exames de Matemática, os que tenho capacidade para avaliar, procuram averiguar se o aluno compreendeu e sabe aplicar um conjunto de conhecimentos considerados essenciais e importantes da disciplina. "Escolas centros de treino?", se assim fosse, deveríamos ter resultados excelentes nos exames, o que não acontece... Se resolvo exercícios de exame com os meus alunos? Sim, imensos, como resolvo os do livro, porque os exercícios são todos diferentes e a dificuldade é sempre a mesma, interpretar o que é para fazer em tudo o que não é mecânico e aqui reside o busílis da questão e o mais difícil de ensinar ... aprender a pensar e a analisar com espírito crítico, sem receitas! Os exercícios de exame, na minha opinião, são sempre interessantes e essa é a principal razão para eles estarem, frequentemente, presentes nas minhas aulas. O rigor matemático e a exigência nas aulas deve ser semelhante ao do exame, não é nada do outro mundo, mas dá trabalho e os resultados não aparecem de um dia para o outro, vão-se construindo, também dá chatices, porque é preciso justificar os resultados que não são os almejados mas dá frutos ...
Mais importante que os resultados nos testes ou exames é ... APRENDER, saber pensar e isto parece ser cada vez mais secundário :( Um teste/exame correr mal, acontece a todos ... 
No secundário, o caso é um pouco diferente, a ansiedade e o nervosismo são normais, o grau de dificuldade e complexidade é maior, a classificação do exame, condiciona o percurso futuro do aluno. 
Somos avaliados toda a nossa vida, for the record ou off the record, e aprendemos a gerir este processo ... 

terça-feira, 10 de junho de 2014

"Louca, chata e díficil" - Eu e as reuniões

"... aprendemos a desistir. como aprendemos a resistir. não é algo natural. é preciso ensinar. e hoje, cada vez mais se desiste na escola. desistimos de dizer não. não a mais uma reunião inútil. não a mais uma regra estapafúrdia. não a mais uma grelha para preencher. não a mais uma imposição vinda da tutela. não a mais uma ordem dada sem razão aparente e válida. e desistimos sem dar por isso. porque não resistimos. tem de ser. dizemos. é a lógica do sistema. é porque tem que ser assim. desistimos em silêncio. vencidos. e agora que vão começar as reuniões de final de ano lectivo vamos desistir ainda mais. aquela nota dada em justiça que é alterada pelo "conselho de turma". aquele miúdo que "passa" e a quem achamos que mais valia ter sido de outra forma. e calamos. vamos com o que nos dizem que tem de ser. porque é assim. porque é preciso para "o bem deles". deles ou da estatística. ou para nosso descanso porque é menos um papel e menos um nome numa acta. e menos uma justificação. houve um tempo em que não "abdicávamos". agora é uma decisão de todos. todos em que nós deixamos de valer porque abdicamos. porque desistimos. e aos poucos isso vai aparecendo em lugares onde nem imaginamos. na cedência do nosso tempo pessoal. da nossa vontade. da nossa visão. da escola que desejamos. do que somos. aprendemos a desistir porque é assim que tem de ser. mas não tem. custa sempre mais aprender a resistir. porque implica ser o "chato", o "louco", o "difícil". custa sempre mais porque implica a força da convicção. e a teimosia. o pior, de tudo, é que quando aprendemos a desistir ensinamos isso, mesmo sem o querer, aos nossos alunos. porque é um gesto que não se faz e que eles vão vendo. uma frase que não se diz mas eles ouvem. e deixamos de dar a mão. o exemplo. e desistimos, uma vez mais..."
"Aprender a desistir" - texto roubado aqui


Detesto a reuniões de avaliação de final de período e as votações de nota! As votações de notas devem ser feitas apenas em casos de risco/preocupantes, excepções à regra, mas parece que se transformaram na regra e tudo serve de justificação ... porque estamos cansados, porque não nos apetece justificar, porque temos receio dos recursos de nota e de encarregados de educação enfurecidos, porque temos que pensar nas estatísticas, porque somos contra o chumbo, porque sou mãe e sei lá que mais ouço nestas reuniões ... E é votação atrás de votação para subir notas ... voto contra em todas menos em uma, a tal excepção... hoje fui a louca, a chata e a difícil ...não por prazer mas por convicção ... atribuir notas que os alunos, sabem que não merecem, oferecer de mão beijada algo para o qual não trabalharam minimamente, não é educar, é facilitar ...é desistir de educar, é retirar importância à árdua tarefa/mensagem que tentamos transmitir durante todo o ano, é ignorar o que nós próprios defendemos ao longo de um ano letivo, é ceder para nos defendermos de futuros ataques que tememos não ter forças e apoio para combater, é baixar os braços ... é uma vergonha! 
"És intransigente" disseram-me, e sou, sempre que me pedem para ignorar aquilo que defendo, acredito e tento transmitir aos meus alunos. Coerência ...    

sábado, 17 de maio de 2014

Cabine de Leitura

Livros para todos os gostos desde a microbiologia às tartarugas ninjas. Adorei :) Esperemos que a ideia vingue e se "expanda" a outros pontos!





                                                       (Avenida Guerra Junqueiro  - Lisboa)

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